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Estados Unidos

Trump atribui derrota republicana a conflito com Irã e afirma que venceria se estivesse nas urnas

Presidente defendeu decisão de iniciar conflito com o Irã e prometeu usar poder de veto contra projetos de democratas.

Por Redação Diário Local

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu parte da derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3), à ausência de seu nome nas cédulas de votação e ao impacto do conflito com o Irã. Em declarações feitas nesta quarta-feira (4), o republicano afirmou que o resultado teria sido uma vitória expressiva caso ele estivesse concorrendo diretamente.

A perda do controle do Congresso para os democratas representa um revés estratégico para a Casa Branca. Com a conquista da Câmara dos Representantes e do Senado pela oposição, o governo terá maior poder de fiscalização e enfrenta obstáculos para aprovar projetos nos dois últimos anos do mandato de Trump.

Para conter o avanço da oposição, o presidente afirmou que pretende utilizar o poder de veto como principal ferramenta de resistência. Em entrevista concedida na terça-feira (3), Trump declarou que está preparado para barrar propostas dos democratas, acreditando que o uso repetido dessa prerrogativa pode forçar o partido adversário a buscar acordos com o governo.

Por que Trump acredita que o resultado foi influenciado?

O presidente argumentou, por meio de publicações na rede social Truth Social e entrevistas, que a falta de sua presença direta nas urnas dificultou a mobilização de eleitores republicanos. Segundo ele, se seu nome estivesse nas cédulas, o partido teria vencido "por uma lavada".

Trump também relacionou o desempenho eleitoral ao cenário internacional. Ele reconheceu que a guerra contra o Irã teve influência no pleito, principalmente devido à alta dos combustíveis, embora tenha defendido a decisão de iniciar o conflito e afirmado que faria as mesmas escolhas novamente.

O republicano demonstrou surpresa com a derrota de candidatos que apoiava, como Darline Graham, na Carolina do Sul. Ele também direcionou críticas a aliados e à imprensa, acusando o governador do Texas, Greg Abbott, de abandonar posicionamentos conservadores e criticando a cobertura da Fox News por dar espaço aos democratas.

Como deve ser a relação com o Congresso?

Apesar do cenário de oposição, Trump afirmou estar disposto a trabalhar com os democratas para alcançar consensos em temas específicos, como a questão do teto da dívida. Ele reiterou a intenção de buscar negociações, mas condicionou o avanço de pautas ao interesse da Casa Branca.

Além de sua atuação política, o presidente manifestou o desejo de atuar como comentarista para analisar o desempenho dos candidatos que venceram e perderam. O movimento ocorre em um momento de reestruturação das forças republicanas após os resultados consolidados nesta quarta-feira (4).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.