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Justiça

Advogado Willer Tomaz processa Rogério Correia por acusação de 'ladrão de mansão' no STF

Advogado acusa deputado federal de calúnia e difamação após postagens em redes sociais sobre imóvel em Angra dos Reis

Por Redação Diário Local

O advogado Willer Tomaz protocolou uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Rogério Correia (PT-MG). A ação, registrada nesta quinta-feira (22) (22), acusa o parlamentar pelos crimes de calúnia, difamação e injúria após publicações em redes sociais sobre um imóvel em Angra dos Reis (RJ).

Na petição, Tomaz argumenta que o deputado atribuiu a ele a prática de crimes, o que prejudicou sua reputação profissional. O conflito envolve declarações de Correia que associaram o advogado e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à suposta apropriação do imóvel. Em uma publicação feita na terça-feira (21), o parlamentar chegou a escrever: “Um ladrão de mansão não pode ser presidente do Brasil!”.

Para contestar as acusações, o advogado apresentou documentos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Segundo a resposta do órgão, recebida pelo parlamentar em agosto, não foi identificada nenhuma irregularidade nas transferências relacionadas ao imóvel mencionado.

Tomaz sustenta que sua empresa adquiriu os direitos de ocupação e as benfeitorias em julho de 2022, por meio de escritura pública, após autorização da SPU e pagamento de laudêmio. Ele também informou que um inquérito que apurava suspeita de estelionato sobre o negócio foi arquivado a pedido do Ministério Público, por decisão da Justiça.

Na queixa-crime, o advogado pede que o STF condene Correia e fixe um valor mínimo de indenização pelos danos alegados. O pedido inclui o envio de cópias dos fatos à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e ao Conselho de Ética da Casa.

Willer Tomaz também é alvo de decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Foram determinados o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens, a quebra de sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão de passaportes e das atividades de suas empresas. A medida ocorreu após a Polícia Federal identificar que o advogado viajou para os Estados Unidos após sofrer busca e apreensão, em agosto, na Operação Sem Desconto, que investiga descontos indevidos no INSS.

Na segunda-feira (26), Moraes também proibiu o contato entre Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro. Ambos são investigados em uma apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo empresas de apostas esportivas e plataformas de pagamento. Flávio nega manter relações comerciais com o advogado, afirmando que o vínculo entre eles é apenas pessoal.

O senador viajou para os Estados Unidos nesta terça-feira (27) acompanhado da esposa e das filhas, apesar de haver uma determinação judicial para a entrega de seus passaportes à Polícia Federal.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.