Casos de síndrome respiratória grave aumentam em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul
Dados da Fiocruz apontam tendência de alta em Santa Catarina e Rio Grande do Sul devido à circulação de vírus como o VSR e Influenza.
Por Redação Diário Local
Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o Boletim InfoGripe, desenvolvido pela Fiocruz em parceria com a FGV EMAP. Os dados, publicados no último dia 30 de julho, indicam que ambos os estados integram o grupo de unidades federativas com tendência de alta na incidência da síndrome nas últimas seis semanas.
O relatório aponta que Santa Catarina e Rio Grande do Sul, junto com o Maranhão, mantêm níveis de alerta, risco ou alto risco para a doença. O principal responsável pelo crescimento no Sul do país é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que afeta de forma desproporcional crianças pequenas, especialmente na faixa etária de até 2 anos e entre 2 e 4 anos.
O que dizem os dados do Rio Grande do Sul?
De acordo com o painel da Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, foram registradas 10.619 hospitalizações por SRAG no estado em 2026. Desse montante, 3.840 casos foram associados a outros vírus respiratórios, 3.711 não tiveram especificação e 2.082 foram provocados pela influenza. A Covid-19 respondeu por 349 hospitalizações.
Em relação à mortalidade, o Rio Grande do Sul contabiliza 690 mortes por SRAG. Entre os óbitos, 288 são de causa não especificada, 204 por influenza, 124 por outros vírus respiratórios e 62 por Covid-19. Outros 12 óbitos foram atribuídos a outros agentes etiológicos.
Qual é o cenário em Santa Catarina?
Em Santa Catarina, o boletim estadual registrou 7.474 notificações de SRAG até a Semana Epidemiológica 26. Desse total, 4.246 casos tiveram identificação viral. Entre os agentes confirmados, 2.781 (37,2%) foram causados por outros vírus respiratórios, 1.245 (16,7%) por influenza e 220 (2,9%) por Covid-19.
O rinovírus foi identificado como o agente mais frequente entre os outros vírus respiratórios no estado, seguido pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O estado também contabiliza 36 mortes associadas à Covid-19, 80 por influenza e 59 por outros vírus respiratórios até o período analisado.
Como o vírus impacta o Brasil?
No cenário nacional, o VSR é o vírus mais prevalente nas últimas quatro semanas, sendo responsável por 57,7% dos casos positivos e 31,9% dos óbitos laboratoriais. O Brasil registrou 125.914 casos de SRAG em 2026 até o momento, dos quais 53,4% tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório.
O impacto da síndrome varia conforme a idade. Enquanto o VSR é o principal causador de hospitalizações em crianças menores de 2 anos, na população idosa o risco maior está na mortalidade. Entre pessoas com 65 anos ou mais, o vírus da Influenza A é a principal causa de óbito, seguido pelo rinovírus e pela Influenza B.
Para prevenir casos graves e mortes, especialistas recomendam manter as vacinas em dia, utilizar máscaras em postos de saúde ou locais fechados com aglomeração, higienizar as mãos e manter o isolamento ao apresentar sintomas de gripe ou resfriado. Procure avaliação médica.
