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Saúde

Estudo identifica vulnerabilidade que pode orientar novos tratamentos para câncer de mama agressivo

Pesquisadores da Universidade de Helsinque descobriram que células agressivas dependem de um único tipo de combustível metabólico.

Por Redação Diário Local

Pesquisadores da Universidade de Helsinque, na Finlândia, identificaram uma vulnerabilidade em formas agressivas de câncer de mama que pode orientar novas estratégias de tratamento. O achado está ligado à proteína MYC, que apresenta alta atividade em grande parte dos tumores identificados no estudo.

As análises, publicadas na revista Cell Reports em 28 de julho, mostraram que células com alta atividade da proteína MYC passam a depender quase exclusivamente de um tipo de combustível, a glutamina. Ao mesmo tempo, as mitocôndrias (organelas responsáveis pela produção de energia) operam em ritmo acelerado.

Diferente das células saudáveis, que conseguem alternar suas fontes de energia, as células cancerígenas ficam restritas a esse único caminho metabólico. Essa limitação cria um ponto de fraqueza que pode ser explorado para combater a doença.

Como os testes funcionaram?

A equipe de pesquisadores utilizou uma abordagem baseada no metabolismo em vez de tentar bloquear a proteína diretamente. Segundo Johanna Anttila, pesquisadora do estudo, as células cancerígenas criam uma espécie de armadilha para si mesmas.

Ao combinar dois medicamentos experimentais — um que inibe a produção de energia e o outro que bloqueia a absorção de glutamina —, os cientistas conseguiram retardar significativamente o crescimento do câncer de mama em modelos animais e culturas celulares.

Apesar do avanço, o pesquisador Juha Klefström ressaltou que a proteína MYC continua sendo um alvo complexo para o desenvolvimento de novos medicamentos. Ele indicou que o estudo é um primeiro passo necessário para entender como transformar o conhecimento em tratamentos reais para seres humanos.

Quais são os próximos passos?

Como os resultados foram obtidos apenas em ambientes controlados de laboratório e animais, eles ainda não podem ser aplicados diretamente em pacientes. O foco agora é o desenvolvimento de métodos para converter essa descoberta em terapias clínicas.

Uma das possibilidades estudadas é utilizar a atividade do gene MYC como critério para selecionar pacientes que poderiam se beneficiar da abordagem. Dessa forma, o tratamento seria direcionado apenas para tumores que apresentam alta atividade dessa proteína, tornando a estratégia mais específica.

Além disso, os pesquisadores trabalham para desenvolver um único medicamento capaz de atingir esse ponto fraco das células cancerígenas, o que poderia simplificar o uso médico no futuro. Procure avaliação médica para orientações sobre saúde e prevenção.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.