Homem de 72 anos é internado involuntariamente após ser encontrado com baratas sobre o corpo
Homem de 72 anos vivia em uma árvore na 207 Sul e precisou de cuidados médicos após sofrer parada cardíaca em ambulância
Por Redação Diário Local
Um homem de 72 anos foi internado involuntariamente nesta terça-feira (25) após ser resgatado em situação de extrema vulnerabilidade na 207 Sul, no Distrito Federal. O paciente, que é usuário de álcool, vivia dentro de uma árvore e foi localizado por equipes de acolhimento com insetos sobre o corpo.
O resgate foi realizado durante uma ação do projeto Consultório na Rua, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Durante o atendimento, o homem sofreu uma parada cardíaca no interior da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com informações da governadora Celina Leão, o paciente foi estabilizado e precisou ser intubado devido a um quadro de alcoolemia. O caso foi detalhado pela gestora em agenda realizada nesta quinta-feira (27).
A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, explicou que o homem estava em situação grave de negligência. Segundo a subsecretária, ele necessitava de cuidados contínuos, mas não oferecia risco para terceiros.
Ao comentar o caso, a governadora defendeu a aplicação do protocolo de internação involuntária humanizada. Para Celina Leão, a medida é essencial para o acolhimento de pessoas em situação de rua que precisam de ajuda imediata.
A internação involuntária foi aprovada no Distrito Federal em junho deste ano. Até o momento, dois casos foram registrados no DF. O primeiro ocorreu na segunda-feira (24), quando um homem foi internado após ser flagrado caminhando sobre os trilhos do metrô.
Como funciona a internação involuntária no DF?
A medida não é determinada apenas pelo uso de álcool e drogas ou pela ocorrência de violência. A decisão depende de uma avaliação técnica da equipe de saúde, seguindo os critérios previstos no protocolo do Governo do Distrito Federal (GDF).
O protocolo inclui a análise de sinais de alerta específicos, como o risco iminente à vida e a negligência extrema com os autocuidados básicos. A finalidade é garantir o suporte médico para quem se encontra em estado de vulnerabilidade severa.
