Lifting facial rejuvenesce? Especialista explica que cirurgia não interrompe o envelhecimento
Procedimento atua no reposicionamento de tecidos, mas não impede a degradação natural do colágeno com o passar dos anos.
Por Redação Diário Local
O lifting facial, conhecido como facelift, atua no reposicionamento de tecidos e na retirada de excesso de pele, mas não impede a continuidade do processo natural de envelhecimento. Embora a cirurgia corrija alterações estéticas causadas pelo tempo, a degradação do colágeno e a perda de elasticidade seguem ocorrendo conforme a idade avança.
A cirurgiã plástica Maiéve Corrado, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), esclarece que um dos maiores equívocos sobre o procedimento é acreditar que ele pode paralisar o relógio biológico. Segundo a especialista, a pele tende a perder qualidade progressivamente devido a processos biológicos contínuos.
Além da flacidez cutânea, o envelhecimento do rosto envolve mudanças na estrutura óssea e na distribuição da gordura facial. Por esse motivo, o resultado da intervenção não deve ser interpretado como uma forma de congelar a aparência, mas sim como um ajuste sobre características que já se manifestaram.
Como funciona o procedimento atual?
A visão de que o lifting consiste apenas em "esticar" a pele é considerada simplificada frente às técnicas modernas. Atualmente, o foco das cirurgias está no reposicionamento dos tecidos de acordo com a anatomia individual, visando preservar a identidade do paciente e evitar resultados artificiais.
O planejamento cirúrgico é personalizado e varia conforme o grau de flacidez, a qualidade da pele e a estrutura facial de cada pessoa. O objetivo central das novas abordagens é promover um rejuvenescimento que respeite os traços únicos de cada rosto.
A realização da cirurgia também não elimina a necessidade de cuidados dermatológicos contínuos. A Dra. Maiéve Corrado reforça que o procedimento reposiciona tecidos, mas não substitui tratamentos voltados especificamente para a qualidade da pele.
Recursos como laser de CO₂, ultrassom microfocado, radiofrequência e bioestimuladores podem continuar sendo parte da rotina de cuidados. Esses tratamentos ajudam a melhorar a textura e a estimular o colágeno, complementando o efeito do lifting.
A toxina botulínica e outros tratamentos regenerativos também podem ser indicados para tratar características específicas do envelhecimento. A combinação de estratégias ajuda a manter o aspecto saudável da pele após a intervenção cirúrgica.
Existem alternativas menos invasivas?
A cirurgia nem sempre é o caminho necessário para suavizar os sinais do tempo. Quando as alterações faciais são mais discretas, procedimentos menos invasivos podem ser considerados como uma alternativa viável para o paciente.
A escolha por métodos menos agressivos costuma ser frequente entre pessoas que buscam resultados mais sutis ou que desejam evitar um período de recuperação prolongado. O objetivo, nesses casos, é buscar um aspecto de "refresh" e vitalidade sem exageros.
Para quem busca um envelhecimento saudável, a tendência é priorizar a melhora da saúde da pele e a suavização de sinais, mantendo a identidade facial preservada.
Qual a melhor estratégia de tratamento?
A definição do tratamento ideal depende de uma avaliação técnica detalhada. Fatores como anatomia facial, grau de envelhecimento, histórico de procedimentos e tempo disponível para recuperação são determinantes para o planejamento.
Em casos de flacidez mais severa, o lifting facial pode ser a solução indicada. Já para alterações leves, abordagens menos invasivas e tratamentos que estimulem o colágeno costumam apresentar melhores resultados e maior praticidade.
A cirurgia e os procedimentos estéticos podem, inclusive, atuar de maneira complementar. Dependendo da necessidade, o planejamento pode associar o lifting à reposição de volume ou ao uso de gordura autóloga para um resultado mais integrado.
