Força-tarefa em Vitória leva coração de doador até avião em 12 minutos para transplante em SP
Operação com ajuda da Guarda Civil Municipal garantiu o transporte rápido do órgão do Espírito Santo para um avião em São Paulo.
Por Davy Albuquerque
Uma força-tarefa composta por médicos e agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) permitiu que o coração de um doador do Espírito Santo fosse levado de Vitória até um avião fretado em apenas 12 minutos, na tarde desta quinta-feira (16).
O transporte foi realizado para levar o órgão do Hospital Estadual de Urgência e Emergência até o antigo aeroporto de Vitória, com destino a São Paulo. A operação de captação do coração durou cerca de 40 minutos e foi coordenada por uma equipe do Instituto do Coração (InCor), de São Paulo.
Para viabilizar o deslocamento rápido, batedores da GCM utilizaram motos e uma viatura para abrir caminho pelo trânsito da capital capixaba. O trajeto de oito quilômetros percorreu as avenidas Vitória, Reta da Penha e Adalberto Simão Nader durante o horário de pico.
A agilidade foi essencial para garantir que o órgão não permanecesse tempo excessivo sem circulação sanguínea e oxigênio. No final do percurso, um avião fretado já aguardava a chegada do músculo para o voo rumo ao estado paulista.
Como foi a mobilização no trânsito?
Fagner Pinheiro, coordenador do Grupamento Tático Operacional da corporação, afirmou que a equipe realiza manobras específicas para garantir a velocidade em situações de emergência. Segundo ele, a operação foi concluída com sucesso e o coração chegou ao destino para o procedimento.
O inspetor Francismar Caloffi, que atuou como batedor durante a força-tarefa, destacou a importância do trabalho. A operação exigiu sensibilidade dos condutores para abrir passagem para as viaturas durante o deslocamento prioritário.
Quais outros órgãos foram doados?
A decisão da família do doador permitiu que o procedimento fosse ampliado para outros órgãos. Além do coração, foram doados o fígado, os rins e as córneas do paciente, destinados a outros pacientes no Espírito Santo.
O cirurgião cardiovascular Ronaldo Honorato Barro dos Santos, responsável por acompanhar a captação, agradeceu o gesto da família e ressaltou a importância da doação. Ele informou que o receptor do coração é um paciente em estado grave, que aguardava na fila de transplantes e utilizava o Balão Intra-Aórtico, um dispositivo de assistência circulatória.
O médico também fez um apelo para que a sociedade incentive a doação de órgãos. O processo foi viabilizado pelo suporte do hospital local, que permitiu a rápida conclusão da captação para a equipe de São Paulo.
