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Saúde

Uso precoce de estatinas pode reduzir risco de demência em pacientes com diabetes tipo 2

Estudo realizado na Dinamarca indica que o início rápido do uso de medicamentos para colesterol pode estar associado a uma menor chance de demência.

Por Redação Diário Local

O uso precoce de medicamentos do grupo das estatinas pode estar associado a um risco menor de desenvolvimento de demência em pacientes com diabetes tipo 2. A hipótese foi testada em um estudo de abrangência nacional realizado por pesquisadores do Hospital Universitário de Copenhagen, na Dinamarca.

Os dados foram apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia no último domingo (30). A pesquisa analisou o impacto do início do tratamento para o colesterol após o diagnóstico da doença metabólica.

Como o estudo foi realizado?

Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram dados de 132.585 pessoas que não faziam uso de estatinas e que receberam o diagnóstico de diabetes tipo 2 entre os anos de 2006 e 2019. Os participantes foram acompanhados por um período de aproximadamente sete anos.

Os indivíduos foram divididos em três grupos distintos para comparação: um grupo que não iniciou o uso do medicamento nos cinco anos seguintes ao diagnóstico; um que começou a tomar a medicação em menos de um ano após descobrir o diabetes; e um terceiro que iniciou o tratamento entre um e cinco anos após o diagnóstico.

Ao final do acompanhamento, 2,7% dos participantes desenvolveram demência. No entanto, os pacientes que começaram a utilizar as estatinas de forma precoce apresentaram um risco relativo 10% menor de contrair a condição em comparação aos demais.

O que são estatinas e qual seu papel?

As estatinas são medicamentos utilizados para tratar o colesterol alto. Elas atuam bloqueando uma enzima no fígado responsável pela produção de colesterol, ajudam a estabilizar as placas de gordura nas artérias e reduzem o processo inflamatório no sistema vascular.

O pesquisador Tummas Ternhamar explicou que as descobertas sugerem a importância de garantir que pacientes com diabetes tipo 2 e níveis elevados de colesterol LDL (colesterol ruim) recebam o tratamento com estatina em tempo hábil.

Os resultados do estudo foram publicados na revista científica The Lancet Regional Health – Europe nesta quinta-feira (27).

Procure avaliação médica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.