Diário Local
Saúde

Uso prolongado de cinta cirúrgica em períodos de calor pode atrasar redução de inchaço, diz estudo

Pesquisa indica que uso excessivo de malhas compressivas no calor pode reduzir fluxo venoso e causar complicações na cicatrização.

Por Redação Diário Local

O uso prolongado de malhas compressivas por pacientes em recuperação de cirurgias plásticas pode não trazer benefícios e causar atrasos na redução do inchaço, além de reduzir o fluxo venoso. Um estudo publicado na revista PubMed, que acompanhou 120 pacientes, indicou que o uso da peça por períodos mais extensos — comparando ciclos de um, três e cinco meses — pode prejudicar a regressão do edema.

A pesquisa alerta que o risco aumenta durante períodos de calor extremo, como na primavera e no verão. A combinação de temperaturas altas com a transpiração excessiva exige cuidados redobrados com a higiene e a proteção da pele para evitar complicações no processo de cicatrização de procedimentos como abdominoplastia e lipoaspiração.

Para mitigar os riscos nos dias mais quentes, a recomendação é que o paciente alterne o uso entre duas malhas compressivas. A troca deve ser feita sempre que a peça ficar úmida de suor, sendo necessário lavá-la com frequência para evitar a proliferação de fungos e bactérias.

A cirurgiã plástica Cecília Ruiz, integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica que a utilização da cinta não deve ser feita de maneira automática ou por tempo indeterminado. Segundo a especialista, o período de uso precisa ser individualizado conforme o volume tratado, o tipo de cirurgia realizada e a evolução do inchaço de cada paciente.

Outro cuidado essencial envolve o ajuste da malha. Devem ser evitados apertos excessivos no acessório, pois o uso de compressão inadequada pode comprometer a circulação sanguínea do paciente durante o pós-operatório.

Por que o sol é um risco para as cicatrizes?

A exposição solar também é um fator de atenção importante, especialmente na primavera. O contato direto do sol com cicatrizes recentes ou com áreas que apresentam equimoses (manchas roxas) pode provocar a hiperpigmentação permanente da pele, causando manchas escuras que não saem.

A orientaçao é evitar a exposição ao sol nas primeiras semanas após o procedimento. A aplicação de fotoproteção (protetor solar) sobre as incisões só deve ocorrer quando a pele estiver totalmente reepitelizada, ou seja, quando a camada superficial da pele já estiver completamente recuperada.

A cirurgiã Cecília Ruiz alerta que muitas pessoas tentam retomar atividades ao ar livre antes de receberem a liberação médica necessária, o que aumenta o risco de intercorrências estéticas e de saúde. Em caso de dúvidas sobre o processo de recuperação, procure avaliação médica.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.