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Saúde

Estudante de Minas Gerais é chamada para doar medula quatro meses após cadastro

Lorrany Vilela Amaral, de 20 anos, foi notificada pelo Redome quatro meses após se cadastrar para doação de medula óssea.

Por Redação Diário Local

A estudante Lorrany Vilela Amaral, de 20 anos, foi identificada como compatível com um paciente que necessita de transplante de medula óssea apenas quatro meses após realizar o cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). A compatibilidade é considerada rara, já que a chance de encontrar um doador compatível fora do núcleo familiar é de uma em 100 mil pessoas.

Lorrany, que reside em Carmo do Rio Claro, no Sul de Minas, realizou a inscrição em março deste ano durante um mutirão do programa municipal Mais Vida. Ela aproveitou o momento para realizar sua segunda doação de sangue quando foi convidada a se cadastrar no banco de dados de doadores de medula.

A rapidez na identificação da compatibilidade chegou a causar estranhamento na estudante. Segundo ela, inicialmente questionou a veracidade do contato feito pelo Redome, mas a informação foi confirmada após consulta ao Hemominas.

O processo de confirmação já foi iniciado e a jovem forneceu uma nova amostra de sangue. O material foi encaminhado para Belo Horizonte para a realização de exames de alta resolução e avaliações médicas detalhadas, que visam atestar a segurança e a viabilidade da doação antes do procedimento.

Atualmente, a estudante aguarda a confirmação técnica para a efetivação do transplante. Sobre o paciente, Lorrany sabe apenas que ele enfrenta um quadro de leucemia, mas não recebeu informações sobre o gênero ou a idade do receptor.

Como funciona o processo de doação?

De acordo com as normas do sistema, o doador só pode ter acesso a informações sobre o paciente 18 meses após a realização da doação, e apenas se o receptor concordar com a divulgação. O procedimento de transplante é fundamental para tratar doenças como linfomas, anemias graves e outras patologias do sangue e do sistema imunológico.

Para se tornar um doador, é necessário ter entre 18 e 35 anos e apresentar bom estado de saúde, sem doenças infecciosas, autoimunes ou histórico de câncer. O cadastro é feito via coleta de uma pequena amostra de sangue para o teste de histocompatibilidade (HLA), que identifica as características genéticas do voluntário.

Caso a compatibilidade seja confirmada pelos exames complementares e o doador receba alta médica, a doação é agendada. O procedimento pode ocorrer por meio de coleta de sangue periférico (aférese) ou por aspiração direta do osso do quadril, com o uso de anestesia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.