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Saúde

Cânceres de sangue podem evoluir por anos sem apresentar sintomas, alertam especialistas

Doenças de evolução lenta podem permanecer silenciosas por meses ou anos, sendo identificadas apenas em exames de rotina.

Por Davy Albuquerque

Cânceres de sangue podem evoluir por meses ou até anos sem que o paciente apresente qualquer sintoma perceptível. Em casos de doenças de evolução lenta, a condição pode permanecer silenciosa por longos períodos, sendo identificada apenas por meio de exames de rotina.

O diagnóstico precoce permite definir o melhor momento para o início do tratamento ou, em determinadas situações, possibilita apenas o acompanhamento seguro da evolução do quadro. De acordo com especialistas da área, a identificação de alterações laboratoriais antes do aparecimento de sinais clínicos é uma ferramenta importante de monitoramento.

Como é feito o diagnóstico?

O hemograma é o principal exame capaz de levantar a suspeita de um câncer de sangue. Alterações persistentes na quantidade de glóbulos brancos, linfócitos e plaquetas, ou a presença de células imaturas, podem indicar a necessidade de uma investigação especializada com um hematologista.

Além do hemograma, podem ser necessários exames complementares para confirmar o diagnóstico e definir o tipo de doença. Entre eles, estão a imunofenotipagem, testes genéticos e testes moleculares.

Embora sintomas como fadiga persistente, perda de peso sem causa aparente, febre prolongada, suor noturno e infecções frequentes possam ocorrer, especialistas ressaltam que esses sinais não confirmam o câncer de forma isolada. Eles devem ser valorizados principalmente quando persistem ou surgem em conjunto, mas também podem ser causados por doenças benignas.

A importância de identificar a doença cedo

O impacto do diagnóstico precoce varia de acordo com o tipo de câncer. Nas leucemias agudas, que possuem evolução rápida, iniciar o tratamento antes do surgimento de complicações graves aumenta significativamente as chances de sucesso e de cura.

Já nas leucemias crônicas, a abordagem pode ser diferente. Em muitos pacientes, o diagnóstico não exige o início imediato da terapia, sendo o acompanhamento periódico suficiente até que surjam critérios para o tratamento.

Especialistas lembram que, embora não exista uma recomendação para o rastreamento populacional de câncer de sangue, a manutenção de consultas médicas regulares e a realização de exames quando indicados favorecem a identificação de alterações que exigem investigação.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.