Gordura no fígado é uma das doenças metabólicas que mais cresce no mundo, alerta médica
Condição costuma ser silenciosa e está relacionada ao excesso de peso, diabetes e sedentarismo, segundo endocrinologista.
Por Redação Diário Local
A gordura no fígado se tornou uma das doenças metabólicas que mais crescem no mundo, evoluindo de forma silenciosa na maioria dos casos. Segundo a endocrinologista Gisele Dazzi, a condição costuma ser descoberta por acaso, durante exames de ultrassom solicitados para investigar outros problemas de saúde.
Muitos pacientes relatam surpresa com o diagnóstico por não apresentarem sintomas imediatos ou por acreditarem que o acúmulo de gordura no órgão ocorre apenas em pessoas que consomem bebidas alcoólicas em excesso.
A médica explica que o acúmulo hepático pode ocorrer mesmo sem o consumo de álcool. O quadro está geralmente relacionado a um conjunto de alterações metabólicas que costumam caminhar juntas.
Entre os principais fatores de risco estão o excesso de peso, a obesidade, o sedentarismo e o diabetes tipo 2. Também podem contribuir para a doença o pré-diabetes, a resistência à insulina e os níveis elevados de colesterol e triglicerídeos.
Quais são os riscos da doença?
Nas fases iniciais, o problema raramente provoca sintomas, o que faz com que muitas pessoas convivam com a condição por anos sem saber. Durante esse período, o fígado pode sofrer um processo inflamatório.
Se a doença progredir, a inflamação pode evoluir para quadros de fibrose e cirrose. Esses estágios também aumentam o risco de desenvolvimento de câncer hepático.
Apesar da gravidade dessas complicações, a especialista ressalta que a maioria dos pacientes não chega a atingir esses níveis de danos permanentes. A identificação precoce é fundamental para interromper a progressão da doença.
Além dos danos diretos ao órgão, a gordura no fígado funciona como um sinal de alerta para a saúde cardiovascular. Pacientes com esse diagnóstico possuem maior risco de desenvolver hipertensão e doenças do coração.
Quais são os sinais de alerta?
Quando a doença avança e o fígado apresenta inflamação ou aumento de tamanho, podem surgir sintomas físicos. A médica lista como sinais de alerta o cansaço excessivo e a sensação constante de fraqueza.
Outros sintomas comuns incluem dor ou desconforto no lado superior direito do abdômen, logo abaixo das costelas, além de inchaço abdominal. O paciente também pode sentir perda de apetite, náuseas e enjoos frequentes.
Em casos de maior progressão, podem aparecer coceira na pele pelo corpo todo, dores de cabeça constantes e a icterícia, que é o amarelamento da pele e dos olhos.
Como é feito o tratamento?
Atualmente, não existe uma medicação única que sirva para todos os pacientes. O tratamento é baseado, primordialmente, em mudanças no estilo de vida e nos hábitos diários.
As recomendações médicas incluem a adoção de uma alimentação equilibrada e a prática regular de atividades físicas. A perda de peso e o controle de doenças associadas, como o diabetes, são partes essenciais do cuidado.
Segundo a endocrinologista, mesmo uma redução moderada no peso corporal já pode trazer benefícios importantes. Quando diagnosticada cedo, a doença pode ser controlada e, em muitos casos, até revertida através de mudanças sustentáveis.
