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Saúde

Exposição de celebridades com magreza extrema gera culpa ao comer, alerta psicóloga

Padrão de corpos ideais nas redes sociais pode desencadear conflitos emocionais e comportamentos alimentares de risco, explica especialista.

Por Redação Diário Local

A exposição frequente de celebridades com estados de magreza extrema em redes sociais tem contribuído para o desenvolvimento de sentimentos de culpa e conflitos emocionais relacionados à alimentação. O fenômeno tem levado pessoas, inclusive aquelas sem histórico prévio de transtornos, a lidarem com aspectos negativos em relação à comida.

A pressão estética amplificada pelas plataformas digitais expõe usuários diariamente a imagens editadas e rotinas idealizadas. Segundo a psicóloga Claudia Melo, esse cenário faz com que muitas mulheres busquem atingir padrões de corpo que, em muitos casos, nem sequer existem na vida real.

De acordo com a especialista, a culpa ao comer geralmente nasce do significado atribuído ao alimento, e não do produto em si. Muitas mulheres crescem ouvindo que certas comidas são proibidas ou que o valor pessoal está diretamente vinculado à aparência física.

Melo explica que discursos que associam o sucesso ao processo de emagrecimento reforçam a percepção de que o corpo deve seguir um padrão rigoroso. Isso acaba transformando a alimentação, que deveria ser um ato de nutrição, em uma fonte de estresse e cobrança.

Quais são os sinais de alerta?

A especialista aponta que certos comportamentos servem como indicadores de que a relação com a comida tornou-se prejudicial. Entre os sinais de alerta estão a contagem excessiva de calorias e o isolamento de encontros sociais por medo de ingerir determinados alimentos.

Outros sintomas preocupantes incluem a tentativa de compensar excessos alimentares por meio de jejuns ou práticas de exercícios exaustivos. Além disso, condicionar toda a autoestima exclusivamente ao peso corporal é um fator de risco para o desequilíbrio emocional.

Como ter uma relação equilibrada com a comida?

Para desenvolver uma relação mais saudável com a nutrição, a psicóloga recomenda abandonar a ideia de que existem alimentos classificados como "bons" ou "ruins". Desconstruir essas classificações é o primeiro passo para evitar o sofrimento gerado por restrições severas.

Caso o indivíduo perceba que a alimentação está gerando conflitos internos, a principal recomendação é buscar acompanhamento profissional. O trabalho conjunto entre psicólogos e nutricionistas ajuda a tratar tanto o comportamento alimentar quanto as emoções e crenças que influenciam a relação com o próprio corpo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.