Médicos explicam mitos e verdades sobre doenças comuns na terceira idade
Especialistas esclarecem dúvidas sobre hipertensão, diabetes, Alzheimer, catarata e osteoporose para prevenir complicações.
Por Davy Albuquerque
O processo de envelhecimento aumenta o risco de diversas condições de saúde, mas também é acompanhado por dúvidas e informações equivocadas. Médicos especialistas esclareceram mitos e verdades sobre as principais doenças que afetam os idosos, como hipertensão, diabetes e Alzheimer.
De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão é a doença mais comum nessa faixa etária, afetando mais de 60% da população. O cardiologista Guilherme Pizetta explica que a pressão alta pode provocar alterações nas artérias, favorecendo o acúmulo de gordura e o endurecimento dos vasos, o que aumenta o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Um dos principais mitos sobre a hipertensão é que ela sempre causa sintomas. Segundo o cardiologista, a condição é silenciosa e dores na nuca, dor de cabeça ou tontura costumam aparecer apenas quando a pressão está muito elevada ou sobe rapidamente.
O que se sabe sobre diabetes e osteoporose?
O diabetes tipo 2 é outra condição frequente após os 60 anos. A endocrinologista Lusanere Cruz aponta que o excesso de açúcar não é a única causa; há um componente genético importante, além de fatores como sedentarismo, estresse, tabagismo e excesso de gordura abdominal.
A doença pode evoluir silenciosamente por anos. Quando os sintomas surgem, eles incluem sede excessiva, aumento da frequência urinária, perda de peso e infecções recorrentes. Sobre a alimentação, não é necessário cortar totalmente os carboidratos, mas priorizar os integrais e naturais sob orientação profissional.
Quanto à osteoporose, a especialista destaca que ela costuma ser uma doença silenciosa, muitas vezes descoberta apenas após uma fratura. Embora seja mais comum em mulheres, homens acima dos 70 anos também podem desenvolvê-la. Para prevenir, atividades de força, como musculação, são recomendadas para estimular a formação óssea.
Como identificar sinais de Alzheimer e catarata?
A neurologista Sonia Maria Brucki esclarece que nem todo esquecimento indica Alzheimer. Pequenas falhas de memória podem ser normais no envelhecimento; o alerta deve ser ligado quando a perda de memória compromete a autonomia e as tarefas do dia a dia.
No Alzheimer, é comum que as memórias recentes sejam perdidas primeiro, enquanto lembranças antigas permanecem preservadas. Embora a genética tenha influência, manter hábitos saudáveis e controlar a hipertensão e o diabetes pode ajudar a retardar o aparecimento da doença.
Sobre a catarata, a oftalmologista Karina Moyness, presidente da Sociedade Capixaba de Oftalmologia, afirma que é comum que pessoas idosas apresentem algum nível de opacidade no cristalino, mas nem todas precisarão de cirurgia. O procedimento é o único tratamento capaz de corrigir a condição, podendo também ajustar o grau de visão para miopia ou astigmatismo.
