Saúde descarta internação de homem marroquino detido por incêndio no Paranoá
Secretaria de Saúde avaliou o quadro de homem de 31 anos preso sob suspeita de atear fogo em colchão no Paranoá
Por Redação Diário Local
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) descartou, nesta terça-feira (1), a internação involuntária de um homem de 31 anos, de nacionalidade marroquina, que estava em situação de rua. O homem foi detido no último domingo (30) sob suspeita de atear fogo em um colchão na região do Paranoá (DF).
De acordo com a Secretaria de Saúde, equipes médicas foram acionadas para realizar o protocolo de avaliação dos envolvidos. No entanto, após a análise técnica, o quadro verificado não preencheu os requisitos necessários para a medida de internação.
A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) após um incêndio em um colchão sob a marquise de um restaurante. Segundo informações preliminares, as chamas teriam começado após um cigarro ser deixado aceso no local. As chamas foram controladas e ninguém ficou ferido.
Durante o incidente, um segundo homem em situação de rua tentou se jogar no fogo, mas foi contido pelos policiais militares. Segundo a PMDF, o suspeito marroquino apresentava dificuldades de comunicação e falava o idioma francês. O nome do homem não foi divulgado pelas autoridades.
Após o ocorrido, os dois homens foram encaminhados para a 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), onde o caso foi registrado como incêndio culposo. A autoridade policial chegou a acionar o protocolo de internação involuntária humanizada para avaliação dos indivíduos.
Em nota, a SES-DF informou que as duas pessoas continuarão sendo acompanhadas pelas equipes do Consultório na Rua e do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). O acompanhamento seguirá conforme a necessidade identificada em cada caso.
Como funciona a internação involuntária no DF?
No Distrito Federal, a internação involuntária não é determinada apenas pela ocorrência de violência ou pelo uso de álcool e substâncias psicoativas. A medida passa por uma avaliação rigorosa da equipe de saúde, baseada em critérios previstos pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
O protocolo inclui a análise de sinais de alerta, como risco iminente à vida, atos de violência e situações de negligência extrema com os cuidados básicos de saúde. Segundo a Secretaria de Saúde, a presença de um transtorno mental, por si só, não é motivo suficiente para a internação.
Após a avaliação clínica, os pacientes podem ser encaminhados para acompanhamento no hospital São Vicente de Paula, unidade que conta com dez leitos destinados especificamente para esse tipo de atendimento.
