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Saúde

Telenfermagem utiliza tecnologia para ampliar consultas e monitoramento de pacientes à distância

Prática regulamentada pelo COFEN permite consultas, monitoramento e orientações remotas no SUS e na rede privada.

Por Redação Diário Local

A telenfermagem tem expandido a atuação dos profissionais de saúde ao utilizar a tecnologia para realizar consultas, monitoramentos e orientações de forma remota. A prática permite que o atendimento alcance pacientes à distância, facilitando o acompanhamento de indicadores de saúde e a continuidade dos cuidados.

O movimento faz parte de um contexto de transformação digital na saúde, incentivado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tornar o atendimento mais ágil. No Brasil, o Ministério da Saúde tem investido na Estratégia de Saúde Digital para integrar a telessaúde ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Como funciona a telenfermagem na prática?

Na prática, a modalidade permite que o enfermeiro realize orientações pré e pós-operatórias sem que o paciente precise se deslocar. O profissional pode instruir sobre o preparo para cirurgias, cuidados com curativos, sinais de alerta e o retorno às atividades após a alta hospitalar.

Outra frente de expansão é o monitoramento de pacientes crônicos. Por meio de aplicativos e plataformas digitais, é possível acompanhar dados como pressão arterial e glicemia, permitindo intervenções antes que o quadro clínico do paciente se agrave.

O modelo também é utilizado por instituições voltadas ao público idoso, que estruturam equipes para oferecer suporte remoto contínuo, visando aumentar a adesão ao tratamento conforme a população envelhece.

Qual é a regulamentação para a categoria?

A prática ganhou força durante a pandemia de Covid-19 para evitar a exposição de pacientes e profissionais a riscos de contágio. Em 2020, a Resolução nº 634 do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) autorizou as teleconsultas de enfermagem durante o período de crise sanitária.

Em 2022, a atividade foi normatizada de forma definitiva pela Resolução COFEN 696/22. A norma regulamentou a atuação da enfermagem na saúde digital, abrangendo tanto o SUS quanto a saúde suplementar e privada, incluindo funções de consulta, interconsulta, consultoria, monitoramento e educação em saúde.

Quais são as novas oportunidades de mercado?

O cenário digital amplia as possibilidades profissionais para enfermeiros em hospitais com ambulatórios virtuais, operadoras de saúde e startups de saúde digital. Além do atendimento direto, crescem as oportunidades em áreas de gestão, ensino e pesquisa.

Para atuar nesse campo, o profissional precisa desenvolver competências específicas, como o uso de plataformas digitais, comunicação clara para meios remotos e a capacidade de realizar julgamento clínico e identificar riscos sem o contato físico direto.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.