Diário Local
Saúde

FDA aprova primeira vacina de mRNA contra gripe desenvolvida pela Moderna nos EUA

Produto mFlusiva foi autorizado para adultos com 50 anos ou mais e demonstrou eficácia superior a imunizantes de dose padrão

Por Redação Diário Local

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) aprovou a mFlusiva, vacina contra a gripe desenvolvida pela Moderna voltada para adultos com 50 anos ou mais. O anúncio realizado pela empresa nesta quinta-feira (6) marca a primeira aprovação de um imunizante baseado em tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) para o combate à gripe sazonal.

A aprovação pelo órgão regulador ocorreu por meio de duas modalidades distintas conforme a faixa etária. Para o público entre 50 e 64 anos, o FDA concedeu a aprovação tradicional, enquanto para pessoas com 65 anos ou mais foi aplicada a aprovação acelerada, modelo que exige a realização de estudos complementares para confirmar o benefício clínico do produto.

A decisão foi fundamentada em dados de um estudo de fase final que contou com 40.805 participantes nas faixas etárias abrangidas. Segundo informações apresentadas pela Moderna ao FDA, a mFlusiva demonstrou ser 26,6% mais eficaz do que uma vacina contra gripe de dose padrão que já está licenciada no mercado.

Como funciona a tecnologia do novo imunizante?

A mFlusiva utiliza a tecnologia de mRNA para induzir o organismo a produzir antígenos da gripe, o que desencadeia a resposta imunológica. A principal vantagem dessa abordagem é permitir atualizações potencialmente mais rápidas para acompanhar as diferentes cepas do vírus que circulam na população.

O método diferencia-se das vacinas convencionais contra a gripe, que são produzidas de forma majoritária a partir de ovos e contêm proteínas virais. Com o novo desenvolvimento, a Moderna busca se consolidar no mercado de vacinas por meio dessa inovação tecnológica.

Quais as expectativas de mercado e disponibilidade?

A Moderna projeta que o novo produto esteja disponível para venda nas próximas semanas. No entanto, o cronograma de comercialização enfrenta desafios logísticos e de mercado para o curto prazo.

Analistas de mercado projetam que o imunizante não deve gerar receitas relevantes antes do segundo semestre de 2027. Isso ocorre porque a companhia perdeu o ciclo de contratos para a temporada de gripe de 2026 nos Estados Unidos, que compreende o outono e o inverno do hemisfério Norte.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.