China anuncia criação da Organização Mundial de Cooperação em IA com participação do Brasil
Líder chinês Xi Jinping apresentou a Waico em Xangai; organização busca evitar monopólio tecnológico e terá sede na China.
Por Davy Albuquerque
O presidente da China, Xi Jinping, anunciou a criação da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico). O anúncio foi feito durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial, realizada em Xangai, com o objetivo de promover um desenvolvimento tecnológico mais aberto e inclusivo.
Segundo o líder chinês, a organização busca evitar que o avanço das inteligências artificiais (IA) se torne um monopólio tecnológico. Durante seu discurso, Xi Jinping afirmou que a China está disposta a compartilhar conhecimentos e adotar medidas práticas para trabalhar com diferentes setores no enfrentamento dos desafios do setor.
A Waico terá sua sede na cidade de Xangai. O lançamento oficial da organização ocorreu em cerimônia liderada pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, com a participação do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, que manifestou apoio ao projeto.
Quais são os pilares da governança proposta?
Durante o evento, foram apresentados quatro pontos fundamentais que devem ser monitorados pela nova organização. O primeiro deles é a adesão aos princípios de abertura e cooperação para impulsionar a inovação.
O segundo ponto envolve o fortalecimento da consciência sobre riscos, garantindo que a tecnologia seja segura e controlável. Além disso, a Waico deve incentivar a inclusão e a aprendizagem entre diferentes civilizações e defender a solidariedade na governança global.
O Brasil é membro fundador
O Brasil integra o grupo de membros fundadores da Waico. Ao todo, 30 países assinaram o documento de criação da associação na cerimônia de lançamento.
A lista de fundadores inclui países como China, Rússia, Paquistão, África do Sul, Indonésia e Venezuela. No entanto, nações como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá e Índia optaram por não participar da organização.
No contexto europeu, apenas Rússia, Bielorrússia e Sérvia assinaram o termo de criação. A conferência em Xangai, que marca a 9ª edição do evento, segue até a próxima segunda-feira (20 de julho).
