China e Paquistão defendem cessar-fogo e retomada de diálogo entre Estados Unidos e Irã
Ministros da China e do Paquistão pedem cumprimento de acordo e diálogo para conter escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã.
Por Davy Albuquerque
Os ministros das Relações Exteriores da China, Wang Yi, e do Paquistão, Ishaq Dar, defenderam o estabelecimento de um cessar-fogo e a retomada do diálogo entre os Estados Unidos e o Irã. A posição foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores chinês após conversas entre os diplomatas realizadas em Xangai nesta quinta-feira (16).
Durante o encontro, Wang Yi pediu que todas as partes envolvidas cumpram seus compromissos e respeitem o memorando de entendimento sobre a interrupção das hostilidades. O documento busca abrir caminho para negociações sobre segurança regional, sanções econômicas e a navegação no Estreito de Ormuz.
O acordo de cessar-fogo havia sido assinado em 17 de junho, após mediação realizada pelo Paquistão. O pacto previa a interrupção das agressões militares, mas o cenário de tensão voltou a crescer nas últimas semanas.
A instabilidade retornou após o presidente Donald Trump ordenar novos ataques contra o Irã. Segundo o governo americano, o regime iraniano violou o memorando ao atacar navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz.
A escalada de violência se intensificou na última semana, após Trump declarar que o cessar-fogo havia sido oficialmente encerrado. Desde então, o Exército dos Estados Unidos tem realizado bombardeios contra o território iraniano.
Em retaliação aos ataques, o Irã lançou ofensivas contra países situados no Golfo Pérsico. Além disso, o governo iraniano realizou ataques contra navios que navegam pela região do Estreito de Ormuz.
O conflito entre as duas nações tem apresentado uma troca de ataques constante ao longo dos últimos dias. A situação diplomática ocorre em um momento de alta tensão, após acusações de interferência eleitoral nos Estados Unidos.
O governo chinês reforçou, por meio de seu Ministério das Relações Exteriores, a importância de se manter o respeito aos termos do memorando acordado para evitar o agravamento das hostilidades na região.
