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Austrália tem ação coletiva contra Meta por supostos danos a crianças no Facebook e Instagram

Processo movido por oito autores acusa algoritmos do Facebook e Instagram de expor menores a conteúdos prejudiciais.

Por Redação Diário Local

A Meta, controladora do Facebook e do Instagram, enfrenta uma ação coletiva na Austrália sob a acusação de expor crianças a conteúdos prejudiciais e utilizar algoritmos para manter usuários viciados nas plataformas. O processo foi apresentado neste mês no Tribunal Federal da Austrália pelo escritório de advocacia MinterEllison.

A ação judicial é movida em nome de oito autores que afirmam ter sofrido prejuízos enquanto eram menores de 18 anos. O grupo solicita o pagamento de indenizações pelos danos supostamente causados pelas redes sociais da empresa.

Em resposta às alegações, um porta-voz da Meta afirmou que a companhia está ciente do caso e que irá se defender vigorosamente no tribunal.

Na última segunda-feira (20), o tribunal emitiu uma ordem de sigilo para proteger os envolvidos. A medida proíbe a divulgação de informações que possam identificar os autores do processo, bem como o conteúdo da petição inicial.

O caso ocorre em um período de intensa pressão regulatória sobre as grandes empresas de tecnologia na Austrália. O país adotou recentemente uma legislação inédita que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos.

Além da proibição de idade, as autoridades australianas discutem novas regras que poderiam dar aos usuários a opção de desativar os conteúdos recomendados por algoritmos em seus feeds. Desde dezembro do ano passado, a Meta remove contas de usuários com menos de 16 anos no país para se adequar à norma.

A legislação local exige que plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e YouTube impeçam o acesso de menores dessa faixa etária. Na ocasião, a Meta informou que trabalhava para retirar de suas plataformas todos os usuários identificados como menores de 16 anos antes da lei entrar em vigor.

A disputa na Austrália ocorre após a Meta ter concordado, em agosto, com o pagamento de US$ 18 bilhões nos Estados Unidos. O valor serviu para encerrar acusações de diversos estados americanos de que as plataformas teriam sido projetadas para viciar crianças.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.