Ações da Petrobras encerram sexta-feira em queda após lucro recorde de R$ 52,4 bilhões
Mercado reagiu negativamente à sinalização de que a companhia não deve distribuir dividendos extraordinários ao longo deste ano
Por Redação Diário Local
As ações da Petrobras encerraram o pregão desta sexta-feira (07) com uma queda de 2,99%, apesar do anúncio de um lucro líquido recorde de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre. O resultado financeiro da companhia foi quase o dobro do montante registrado no mesmo período do ano passado.
A desvalorização dos papéis foi impulsionada, principalmente, pela sinalização de que não haverá distribuição de dividendos extraordinários ao longo deste ano. Embora a empresa tenha anunciado o pagamento de R$ 17 bilhões em dividendos ordinários, parte dos investidores aguardava a declaração de valores adicionais.
O diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo, afirmou nesta sexta-feira (07) que a probabilidade de novos pagamentos extraordinários é muito baixa no cenário atual. Segundo o executivo, a companhia possui opções de alocação de recursos que são mais rentáveis do que a distribuição desses valores extras.
A estratégia da estatal consiste em concentrar capital em projetos de alta rentabilidade e acelerar a execução de investimentos sempre que possível. Melgarejo explicou que a antecipação de projetos sem aumento de custo permite à empresa antecipar a receita proveniente da produção de óleo.
Para além da questão dos dividendos, analistas de mercado manifestaram cautela quanto à estratégia de alocação de capital da companhia. Mesmo com o registro de produção recorde, o ritmo de aceleração dos investimentos gerou questionamentos sobre a eficiência no uso dos recursos financeiros.
Outro fator que contribuiu para o recuo das ações foi o movimento de ajuste técnico. Como os papéis vinham apresentando altas nos últimos tempos, o mercado já havia antecipado o balanço positivo, o que influenciou a realização de lucros durante o pregão.
Em termos de valores, as ações da Petrobras iniciaram a semana cotadas a R$ 43,00 e fecharam a sexta-feira (07) a R$ 40,94. O movimento ocorreu em um contexto de queda nas commodities, afetando o setor de energia.
O preço do petróleo tipo Brent também impactou o cenário negativo de mercado. O barril, que havia começado a semana sendo negociado a US$ 83,77, encerrou o pregão desta sexta-feira (07) cotado a US$ 82,00.
