Busca de empresas por crédito cresce 9,2% em 12 meses até junho, aponta Serasa Experian
Crescimento foi liderado por micro e pequenas empresas; setor de agropecuária teve a maior alta entre os segmentos.
Por Redação Diário Local
A busca das empresas brasileiras por crédito registrou um crescimento de 9,2% no acumulado dos últimos 12 meses até junho. O dado é do Indicador de Demanda das Empresas por Crédito, da Serasa Experian.
Na comparação entre o mês de junho de 2026 e o mesmo período de 2025, a procura por crédito por parte das empresas cresceu 6,6%.
Ao analisar o porte dos negócios, as micro e pequenas empresas (MPEs) apresentaram a maior variação no período de 12 meses, com alta de 9,2%. Em seguida, aparecem as grandes empresas, com 7,8%, e as médias, com 7,4%.
O que dizem os setores e regiões
No levantamento por setores de atividade, a agropecuária registrou o maior crescimento interanual, com 14,8%. O setor de serviços teve alta de 12,0%, enquanto a indústria subiu 4,1% e o comércio cresceu 2,1%.
Em termos geográficos, a procura por crédito subiu em quase todos os estados brasileiros. As maiores variações nos últimos 12 meses foram observadas em Mato Grosso do Sul (23,3%), Roraima (21,9%) e Paraíba (17,3%). Amazonas (16,5%) e Tocantins (13,6%) também tiveram destaques positivos.
O Rio de Janeiro foi o único estado com resultado negativo, apresentando recuo de 0,4%. O Espírito Santo (3,3%) e Pernambuco (5,0%) figuraram entre os menores crescimentos.
Desafios para o crédito empresarial
A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explicou que o comportamento do indicador reflete um ambiente econômico desafiador. Segundo ela, a demanda por crédito permanece alta mesmo com os juros restritivos e a desaceleração da atividade econômica.
Para a especialista, o crédito desempenha um papel essencial na sustentação de operações, principalmente para suprir necessidades de capital de giro e gestão de fluxo de caixa. Esse cenário é mais crítico para as micro e pequenas empresas, que precisam equilibrar pagamentos e preservar a liquidez.
Abdelmalack pontuou ainda que as instituições financeiras operam com cautela na oferta de recursos. Devido ao nível de inadimplência, o mercado mantém critérios mais rigorosos para a concessão de empréstimos, apesar de programas de apoio utilizarem fundos garantidores para ampliar o acesso a modalidades como o capital de giro.
