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Economia

Carga tributária de 2027 é incôgnita para empresas e contribuintes, afirma especialista

Advogado tributarista aponta que falta de definições sobre novas alíquotas dificulta orçamentos e projeções financeiras.

Por Redação Diário Local

A carga tributária prevista para 2027 ainda é uma incógnita para empresas e contribuintes no Brasil, segundo o advogado tributarista Luiz Gustavo Bichara. O especialista aponta que a falta de definições sobre as alíquotas dos novos impostos impede que o setor produtivo realize o planejamento financeiro e a elaboração de orçamentos para o próximo ano.

Embora o governo tenha sinalizado anteriormente que a soma da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) ficaria na faixa de 27% a 28%, os valores finais seguem incertos. O Congresso Nacional chegou a editar uma norma estabelecendo um teto de 26,5%, mas os números definitivos ainda não foram oficialmente apresentados.

Diante do cenário atual, Bichara estima que a alíquota real possa ser mais alta, situando-se entre 30% e 34%. O advogado afirmou que, mesmo com sua experiência na área, não é possível responder com precisão qual será o montante da carga tributária em 2027.

O especialista criticou a conduta do Tribunal de Contas da União (TCU), que divulgou os cálculos dos novos tributos apenas no último dia do prazo estabelecido. Para o tributarista, a demora representa um descaso com o contribuinte, que necessita de previsibilidade para projetar as finanças das empresas.

Impacto na CBS e divergência nos cálculos

Os dados recentes divulgados pelo TCU indicaram que a alíquota da CBS, tributo que entrará em vigor no próximo ano, foi estimada em 11,3%. O percentual registrado é superior à projeção anterior, que era de 9,2%.

No entanto, o advogado alertou que o índice de 11,3% pode estar subestimado. Ele argumenta que o cálculo do órgão de controle baseou-se no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que ainda inclui receitas provenientes de apostas esportivas, as chamadas "bets".

Segundo a análise de Bichara, o segmento de apostas não tem gerado a arrecadação prevista no orçamento. Ele estima que há um déficit de aproximadamente R$ 12 bilhões apenas nessa categoria, o que pressionaria a alíquota da CBS para cima.

Com a possível falta dessa receita nas projeções do governo, o especialista defende que o valor real da CBS será superior ao que foi apresentado pelo Tribunal de Contas da União nos últimos dias.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.