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Economia

Estatais federais faturaram R$ 1,3 trilhão em 2024 e geraram retorno de R$ 43,4 bilhões à União

Relatório da Secretaria de Coordenação e Governança aponta que as 44 estatais controladas pela União registraram lucro de R$ 116,6 bilhões.

Por Redação Diário Local

As 44 empresas estatais de controle direto da União registraram um lucro líquido de R$ 116,6 bilhões em 2024, segundo o Relatório Agregado das Empresas Estatais Federais 2025. Os dados, divulgados pela Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, mostram que o conjunto das companhias faturou R$ 1,3 trilhão no ano passado, uma alta de 4,9% em relação a 2023.

O faturamento total das estatais federais representa cerca de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No mesmo período, os investimentos realizados pelo grupo de empresas somaram R$ 96 bilhões, o que significa um crescimento de 44% comparado a 2023 e de 87% em relação a 2022.

Embora o lucro consolidado tenha sido de R$ 116,6 bilhões, o relatório destaca o impacto do desempenho da Petrobras no resultado final. Ao desconsiderar a estatal petrolífera, o lucro das demais empresas do grupo apresentou uma evolução de 9,4% frente ao ano anterior, totalizando R$ 79,6 bilhões.

Como foram distribuídos os dividendos e os aportes?

O montante de R$ 152,5 bilhões foi pago pelas estatais a título de dividendos e juros sobre capital próprio. Desse valor, R$ 72,1 bilhões foram destinados diretamente aos cofres da União.

O documento aponta ainda um saldo positivo para o Estado como acionista. Enquanto os aportes feitos pelo Tesouro Nacional somaram R$ 28,6 bilhões — voltados majoritariamente para hospitais públicos vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) —, o retorno líquido gerado pelos dividendos foi de aproximadamente R$ 43,4 bilhões.

Qual é o cenário de empregos e governança?

O contingente de trabalhadores vinculados às estatais federais atingiu cerca de 441 mil pessoas, registrando uma leve expansão em comparação aos períodos anteriores. O relatório também indica avanços nos critérios de transparência e integridade das companhias.

Esses progressos na governança corporativa buscam alinhar as empresas às recomendações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e ao cumprimento da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016).

Apesar dos indicadores financeiros de crescimento, o relatório contextualiza que as estatais seguem sob a tensão entre a gestão empresarial e as necessidades de política pública. O setor monitora como a constante mudança de diretrizes políticas e pressões eleitorais pode influenciar a previsibilidade e a segurança jurídica dessas companhias no mercado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.