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Economia

Exportações de rochas brasileiras batem recorde de R$ 843,5 milhões em junho

Faturamento atingiu US$ 165,2 milhões em junho, impulsionado pelo crescimento de 34,1% nas vendas de quartzitos para o exterior.

Por Redação Diário Local

As exportações de rochas brasileiras registraram o maior faturamento mensal de sua história em junho de 2026. O setor movimentou US$ 165,2 milhões (aproximadamente R$ 843,5 milhões), o que representa uma alta de 34,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelo segmento de quartzitos. O material alcançou US$ 428,5 milhões (R$ 2,1 bilhões) em vendas, respondendo por 60,3% do faturamento total do setor e estabelecendo um novo recorde para a categoria.

Segundo dados da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), o crescimento dos quartzitos reflete uma mudança no mercado internacional, com maior procura por materiais naturais voltados a projetos de arquitetura e construção de alto padrão. O Brasil possui mais de 1.200 variedades de rochas naturais, o que confere diversidade comercial ao setor.

O que aconteceu com os outros materiais?

Enquanto os quartzitos apresentaram alta, outros materiais tradicionais registraram retração nas exportações. O granito teve queda de 18,4%, o mármore recuou 26,7% e a ardósia registrou redução de 7,0%.

Apesar do recorde alcançado em junho, o desempenho acumulado do primeiro semestre de 2026 foi 4,2% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. No primeiro semestre do ano passado, as exportações totalizaram US$ 711,1 milhões (R$ 3,6 bilhões).

Quais são os principais destinos das rochas brasileiras?

Os Estados Unidos permanecem como o maior comprador das rochas brasileiras, respondendo por 51,2% das vendas externas. O volume total de vendas para o país foi de US$ 364,3 milhões (R$ 1,8 bilhão), embora tenha ocorrido uma redução de 14,4% nas compras em relação ao período anterior.

A China se consolidou como o mercado de maior expansão, com um aumento de 32,8% nas importações, atingindo US$ 147,7 milhões (R$ 754,6 milhões). No segmento de rochas brutas, a China também registrou alta de 34,6%.

Outros mercados registraram recordes de importação de blocos brasileiros, como a Índia, com alta de 23,3%, e a Polônia, com crescimento de 33,7%.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.