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Economia

Governo prepara medida para proibir apostas e jogos online no Brasil

Medida do governo federal pode extinguir o setor e impactar R$ 1 bilhão em patrocínios de clubes de futebol.

Por Redação Diário Local

O governo federal prepara uma Medida Provisória (MP) para proibir as apostas e os jogos online no Brasil. A medida, que ainda não teve seu texto detalhado divulgado, é tratada nos bastidores do governo como uma possível extinção do setor no país.

A iniciativa gera movimentações de diversos setores envolvidos na atividade. Clubes de futebol, por exemplo, já iniciaram mobilizações para tentar evitar a proibição, temendo um impacto financeiro direto em suas receitas.

De acordo com cálculos do setor esportivo, a medida pode retirar cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios do futebol. Atualmente, os principais clubes brasileiros mantêm contratos com casas de apostas que ultrapassam R$ 100 milhões por ano.

Por que o setor de apostas resiste à medida?

As empresas de apostas planejam judicializar a questão e tentam evitar o veto governamental. O principal argumento apresentado pelas companhias é que a proibição pode elevar o número de jogos ilegais, realizados por sites não registrados que não recolhem impostos.

Além das empresas, veículos de comunicação que transmitem eventos esportivos também demonstram resistência, uma vez que dependem da publicidade do setor para o seu faturamento. Os times de futebol ainda debatem qual será a estratégia de mobilização coletiva contra a proposta.

Quais são as justificativas do governo?

O governo fundamenta a proposta em questões de saúde e impacto social. No início desta semana (14), o presidente Lula criticou o funcionamento das casas de apostas, classificando a prática como uma doença que induz pessoas ao vício e causa transtornos mentais.

Relatos de famílias que sofreram com o jogo impulsionaram a fala do presidente. Os sites de apostas têm sido apontados como causas de endividamento e conflitos familiares. O governo pretende anunciar a decisão final em breve.

Há também o fator fiscal na discussão. A proibição pode afetar a arrecadação da União, que registrou a coleta de aproximadamente R$ 10 bilhões em impostos provenientes dos jogos até julho deste ano.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.