Rentabilidade de aluguéis de curta temporada exige cautela devido a custos e novas regras
Busca por rentabilidade em apartamentos compactos enfrenta novos custos de gestão e complexidade regulatória, aponta análise.
Por Redação Diário Local
A busca por rentabilidades elevadas por meio da locação de curta temporada tem impulsionado o crescimento de apartamentos compactos em diversas cidades brasileiras, mas o modelo exige cautela quanto à relação entre risco e retorno.
Embora o mercado imobiliário seja visto historicamente como um investimento de longo prazo para geração de renda, novos fatores como custos de gestão e mudanças na regulação impactam o resultado final dos proprietários.
Qual é a rentabilidade atual do aluguel?
De acordo com o Índice FipeZAP, a rentabilidade bruta média do aluguel residencial no Brasil foi de 6,08% ao ano em abril de 2026. No caso de imóveis de apenas um dormitório, o índice alcançou 6,76%.
Entretanto, o setor de locação por curta temporada ainda não possui indicadores consolidados na mesma proporção, sendo boa parte das projeções de ganhos baseada em estimativas de mercado, sem séries estatísticas consistentes.
Quais são os custos da locação por temporada?
Um ponto crítico é que a receita bruta não deve ser confundida com lucro. A modalidade de curta temporada envolve gastos recorrentes com limpeza, manutenção, condomínio, IPTU, contas de consumo e taxas de plataformas digitais.
A administração profissional de um imóvel pode representar entre 20% e 35% da receita bruta. Além disso, o cenário enfrenta maior complexidade regulatória devido a mudanças tributárias e a decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre locações em condomínios residenciais.
Como está o cenário em cidades médias?
Em São José do Rio Preto, os indicadores de mercado apontam que imóveis compactos possuem um ritmo de absorção inferior ao de imóveis tradicionais. Segundo dados da Brain Inteligência Estratégica, essa categoria representa 15,8% da oferta lançada, mas concentra 26,6% do estoque final disponível.
Enquanto imóveis da categoria Standard apresentavam 13,3% de estoque remanescente e absorção de 86,7%, as unidades compactas registravam 38,7% de disponibilidade. O cenário reforça a necessidade de analisar o perfil da demanda local e a capacidade de adaptação do imóvel ao longo do tempo.
