Donald Trump diz que China comprou ou hackeou dados de eleitores de 18 estados dos EUA
O presidente dos EUA afirmou que agências de espionagem detectaram em 2020 o uso ilícito de registros eleitorais por agentes chineses.
Por Davy Albuquerque
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (16) que agências de espionagem do país identificaram que dezenas de milhões de dados de eleitores em 18 estados foram comprados, roubados ou hackeados pela China em 2020.
Segundo a Casa Branca, os arquivos de registro de eleitores foram obtidos de forma ilícita por agentes chineses. A informação indica que o acesso a esses dados ocorreu por meio de compras, roubos ou ataques cibernéticos.
O acesso de um adversário estrangeiro a esses registros permite o levantamento de informações detalhadas sobre a população americana. O acesso a esses bancos de dados representa um ponto de atenção para a inteligência do país.
Especialistas alertam que o acesso a bancos de dados ativos pode criar uma possibilidade real de caos no dia das eleições. O risco principal é que um agente estrangeiro consiga manipular os registros eleitorais de forma direta.
Embora o vazamento cause preocupação com a segurança cibernética, o governo americano não acusou a China de ter efetivamente adulterado ou excluído nomes das listas de votantes.
O incidente envolve registros de 18 estados americanos. O uso de dados obtidos ilegalmente por governos estrangeiros é tratado como uma ameaça à integridade do processo democrático.
É importante notar que muitos estados americanos já realizam a venda de versões de dados de eleitores de forma aberta e sem controvérsia. No entanto, essas vendas costumam restringir-se apenas às informações que são de caráter público.
A investigação sobre a origem técnica desses acessos segue como parte do monitoramento de segurança nacional dos Estados Unidos para proteger a estabilidade das futuras eleições.
