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Economia

Taxas de juros sobem com mercado reagindo a pesquisa eleitoral e dados de inflação

Rendimento dos Treasuries no exterior e cenário doméstico com empate técnico na disputa presidencial impulsionam as taxas de juros.

Por Redação Diário Local

As taxas de juros do mercado futuro (DIs) operam em alta nesta sexta-feira (23), refletindo a reação dos investidores à nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno da eleição e aos dados do IPCA-15 de outubro. O movimento acompanha também a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) no exterior.

Às 10h32, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em 12,93%, apresentando alta de 4 pontos-base em relação ao ajuste da sessão anterior, que foi de 12,886%. Na ponta longa, a taxa para janeiro de 2035 registrou 12,87%, uma elevação de 11 pontos-base.

O que diz a pesquisa eleitoral?

O mercado está digerindo os dados da pesquisa Datafolha, divulgados na noite de quinta-feira (22), que indicam um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No cenário de votos válidos para o segundo turno, ambos aparecem com 50% das intenções.

Na medição anterior, realizada na semana passada, Flávio Bolsonaro detinha 51% contra 49% de Lula. No primeiro turno, o senador venceu com 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente obteve 45,16%.

Mesmo com a aproximação nos números, parte dos agentes do mercado financeiro mantém o posicionamento para uma vitória de Flávio Bolsonaro. A percepção de diversos investidores é de que o senador ainda mantém vantagem e que haveria pouco tempo para uma virada até o domingo (25).

Desaceleração da inflação

No campo econômico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta manhã (23) que o IPCA-15 subiu 0,32% em outubro, comparado ao mês anterior. O resultado ficou abaixo da projeção do mercado, que esperava uma alta de 0,43%.

O índice acumulou alta de 4,62% nos 12 meses encerrados em outubro, número inferior à projeção de 4,73% feita pelo mercado, mas ainda acima do teto de 4,50% da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. A deflação registrada nos preços de energia e de passagens aéreas ajudou a conter o avanço, compensando a alta de alimentos e combustíveis.

De acordo com cálculos do banco Bmg, a taxa de serviços subjacentes — que exclui itens voláteis — passou de 0,28% para 0,45% no período. A taxa média dos núcleos de inflação, calculada pelo Banco Central, variou de 0,34% para 0,32%.

Expectativas para a Selic

Com os dados de inflação mais baixos que o esperado, as apostas de cortes na taxa Selic permanecem. O economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, manteve a perspectiva de um novo corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros no início de novembro, após o pleito eleitoral, e outra redução de 25 pontos-base em dezembro. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.

As opções de Copom negociadas na B3 indicavam, até a última quarta-feira (22), uma probabilidade de 78,6% para o corte de 25 pontos-base em novembro. Para a reunião de dezembro, as chances de redução de 25 pontos-base eram de 43%.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.