Imigrante relata impacto de discursos de ódio e comentários cruéis em redes sociais
Em texto, autor descreve como comentários de intolerância contra imigrantes e pessoas LGBT+ afetam o emocional e defende a importância do contato humano
Por Davy Albuquerque
Um imigrante relatou, em texto pessoal, o impacto emocional causado pela leitura de comentários de ódio e intolerância em redes sociais. O autor descreve a experiência de acompanhar discussões sobre imigração e direitos da comunidade LGBT+ em plataformas digitais como um ambiente de hostilidade e insegurança.
No relato, ele aponta que o conteúdo de comentários em páginas de notícias frequentemente reflete discursos de ódio, envolvendo temas como pânicos morais e ataques a grupos vulneráveis. O autor menciona que, mesmo com proximidade acadêmica para entender a lógica de conflitos e a dinâmica das redes, a exposição direta a ataques contra imigrantes e pessoas LGBT+ gera um sentimento de hostilidade.
A experiência é descrita como uma atração pelo perigo que resulta em inchaço emocional. Segundo o relato, ao ler comentários sobre imigração, o autor sente-se cercado por indivíduos que manifestam desavergonhadamente maldade, ignorância e preconceito contra sua condição de imigrante e homossexual.
O texto estabelece uma diferenciação entre o ambiente de conflitos binários do mundo digital e a vivência prática fora das telas. Para o autor, enquanto as redes sociais transmitem uma sensação de guerra e desumanidade, o cotidiano é marcado por interações de acolhimento e gentileza.
Qual o contraste entre o digital e o real?
O autor utiliza exemplos de sua vida em Lisboa para contrastar a agressividade virtual com a hospitalidade presencial. Ele cita gestos de vizinhos, colegas e funcionários locais que ofereceram ajuda, comida e gentileza, experiências que não são refletidas nos debates de redes sociais.
O relato defende que a capacidade de ainda se espantar com a violência e a boçalidade dos comentários indica que o indivíduo ainda reconhece a desumanidade no outro. Para ele, esse espanto é um sinal de que a consciência sobre a intolerância ainda permanece ativa.
Por fim, o texto conclui que as redes sociais não representam a totalidade do mundo. O autor afirma que prefere manter o foco em experiências reais e no aprendizado constante que ocorre longe dos comentários agressivos e dos estereótipos digitais.
