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Israel

Ministro de Israel posta vídeo que celebra fome de prisioneiros palestinos em prisões

Vídeo feito com inteligência artificial mostra prisioneiros ficando mais magros e é comparado a campos de concentração.

Por Redação Diário Local

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicou um vídeo em suas redes sociais que utiliza inteligência artificial para celebrar a fome de prisioneiros palestinos nas unidades prisionais do país. A peça, que foi removida horas após a postagem, mostra uma fila de detentos entrando em uma prisão por meio de uma esteira e saindo com aparência visivelmente mais magra.

O conteúdo gerou comparações a campos de concentração e extermínio nazistas. Segundo informações da imprensa do Oriente Médio, o vídeo integra a campanha de Ben-Gvir ao Knesset, o Parlamento de Israel, para as eleições gerais previstas para o mês de outubro.

O slogan "Nós prometemos e cumprimos" aparece na gravação. O ministério de Ben-Gvir, um dos setores mais radicais do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, é o órgão responsável pela gestão das prisões em Israel, incluindo aquelas que abrigam palestinos.

O ministro tem defendido o endurecimento das condições de detenção para o grupo como um dos pilares de sua plataforma política. No último domingo (30), ele publicou um vídeo durante uma visita a uma prisão feminina para palestinas.

Na gravação da visita, uma das detentas relatou a falta de higiene e de assistência básica. Ela afirmou que o grupo estava há três dias sem tomar banho, sem receber tratamento médico e com roupas sujas.

Em resposta às reclamações da detenta, Ben-Gvir declarou que as boas condições nas prisões chegaram ao fim. O ministro afirmou estar satisfeito com o cenário atual e disse ser diretamente responsável pelas condições de detenção.

Histórico de medidas severas

A atuação de Ben-Gvir é marcada pela defesa de legislações rigorosas contra palestinos. No início de 2026, ele impulsionou um projeto de lei que permite a condenação à morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais.

O projeto foi aprovado no Knesset em março, com 62 votos a favor e 48 contra. Na ocasião da votação, o ministro comemorou o resultado no plenário estourando um espumante.

O parlamentar tem utilizado símbolos que remetem ao novo regime de execução. Ben-Gvir apareceu em eventos utilizando um broche dourado com o desenho de uma forca e também utilizou o símbolo em seu bolo de aniversário de 50 anos, celebrado em maio deste ano.

Diferenças no sistema judiciário

Desde 1967, palestinos que vivem na Cisjordânia estão sujeitos à lei militar israelense. O sistema diferencia o tratamento jurídico entre cidadãos israelenses e palestinos no território.

Segundo a organização humanitária B'Tselem, enquanto réus israelenses são julgados por tribunais civis, os réus palestinos são processados por tribunais militares. De acordo com a entidade, as taxas de condenação para palestinos nesses tribunais variam entre 96% e 99%.

A entidade aponta que pessoas são julgadas por leis e normas probatórias diferentes, mesmo cometendo a mesma infração no mesmo local. Enquanto palestinos seguem ordens militares, israelenses seguem a legislação civil de Israel.

Ben-Gvir, que pertence a uma família de judeus iraquianos laicos, é associado ao kahanismo. A ideologia sionista radical defende a ocupação total da Cisjordânia, da Faixa de Gaza, das Colinas de Golã e de Jerusalém Oriental por Israel.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.