Acordo político retira Felipe Boró da disputa pela Câmara Federal no Rio
Acordo entre Eduardo Paes e União Brasil altera candidaturas e gera movimentações na Zona Oeste e em Maricá
Por Redação Diário Local
A candidatura do vereador Felipe Boró ao cargo de deputado federal foi interrompida por uma decisão política no Rio de Janeiro. Boró foi comunicado pelo prefeito Eduardo Paes de que seu papel não será mais concorrer a uma vaga pelo PSD, mas sim atuar no fortalecimento da candidatura de Antônio Rueda.
A articulação política faz parte de uma negociação para garantir que o União Brasil caminhe junto à candidatura de Eduardo Paes. A movimentação interna, no entanto, levanta preocupações sobre o impacto eleitoral na Zona Oeste.
Analistas do cenário político apontam que os votos de Boró na região podem fazer falta para o grupo, o que poderia custar uma cadeira para outros nomes, como o de Marcelo Diniz. O parlamentar deve manifestar descontentamento com a decisão.
Mudanças em Maricá
O cenário para a Assembleia Legislativa também sofreu alterações em Maricá. O candidato Polônio foi retirado da lista de nomes da nominata e passará a apoiar Zeidan, seguindo orientações de Washington Quaquá.
Outra mudança relevante envolve Danilo Funke, cuja candidatura foi retirada por determinação do prefeito de Maricá, Welberth Rezende. Com o ajuste, Funke passa a dar apoio ao médico e ex-secretário de Saúde do Norte Fluminense, Dr. Lucas Rodrigues.
Conflito interno no PSOL-RJ
O PSOL-RJ decidiu retirar o tempo de propaganda eleitoral gratuita do deputado estadual Yuri Moura. O parlamentar, que busca a reeleição, acusa a legenda de perseguição política e questiona se o partido manterá o apoio ao presidente Lula.
A punição ocorreu após Moura participar de um evento com o prefeito de Paraíba do Sul, Júlio Canelinha, que integra a base de Eduardo Paes. Em defesa, o deputado afirmou ser o parlamentar que mais destinou emendas à cidade e destacou o apoio do vereador Léo Corrêa.
Moura também utilizou as redes sociais para criticar o que chamou de "esquerdismo" da sigla, alegando que o partido nega a realidade política do estado. O caso gerou repercussão entre outros parlamentares eleitos pela legenda, como os vereadores Rick Azevedo e Thaís Ferreira, que manifestaram solidariedade ao colega.
Em nota oficial, o PSOL-RJ justificou a medida alegando que a presença de Moura ao lado de Júlio Canelinha — aliado de Rodrigo Bacellar — demonstra uma aproximação com a direita fluminense. Segundo o partido, a conduta prejudica a candidatura de Benedita da Silva e fere as diretrizes da legenda.
