Alcolumbre avalia acordo para conter impeachment de ministros do STF e discutir indulto a Bolsonaro
Presidente do Senado avalia pacto que inclua indulto a Jair Bolsonaro para viabilizar sua reeleição no comando da Casa
Por Redação Diário Local
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia a possibilidade de negociar um acordo político que inclua a contenção da pressão por impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e discussões sobre um eventual indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A movimentação busca construir uma base de apoio que viabilize a reeleição de Alcolumbre ao comando da Casa.
A estratégia tem como objetivo principal garantir a sobrevivência política do senador na disputa pela presidência do Senado. Segundo interlocutores, uma aproximação com o grupo de Bolsonaro pode mudar o cenário da disputa ao dificultar a consolidação de outras candidaturas.
Entre os nomes considerados por uma ala da direita para assumir o comando do Legislativo estão o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Um entendimento com o bolsonarismo serviria para neutralizar a resistência do Partido Liberal (PL) à permanência de Alcolumbre no cargo.
Como contrapartida para o apoio, Alcolumbre utilizaria duas pautas sensíveis ao bolsonarismo: a situação judicial de Jair Bolsonaro e a pressão exercida contra ministros da Suprema Corte. O movimento visa transformar temas de conflito em moedas de troca para o apoio político.
Pacificação institucional
Publicamente, o senador tem defendido a necessidade de uma pacificação institucional no país. O argumento utilizado é de que o Brasil precisa construir um novo ambiente de diálogo entre os Poderes após o período eleitoral.
Entretanto, o debate nos bastidores apresenta um ângulo diferente. Integrantes do próprio PL reconhecem que a proposta de negociação atende diretamente aos interesses eleitorais de Alcolumbre para manter o controle do Senado.
A hipótese em discussão combina a redução das tensões entre o Congresso Nacional e o STF com a formação de uma maioria parlamentar favorável ao atual presidente da Casa. O objetivo é criar um cenário de estabilidade que favoreça sua continuidade.
Apesar das discussões avançadas entre interlocutores, ainda não existe um acordo fechado entre as partes. A movimentação evidencia como a disputa pelo controle do Senado está diretamente ligada ao futuro político e judicial de Jair Bolsonaro.
