Deputada Ana Elisa denuncia ameaças de morte, estupro e ataques racistas em redes sociais
A deputada eleita Ana Elisa Santos Silva divulgou mensagens com conteúdo racista e violência sexual após críticas sobre o uso de escolta policial.
Por Redação Diário Local
A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva, de 21 anos, divulgou nas redes sociais mensagens contendo ameaças de morte, estupro e ataques racistas direcionados à sua pessoa. A parlamentar, que foi a deputada federal mais jovem eleita em Minas Gerais, relatou que as intimidações ocorrem desde o período eleitoral e representam um risco à sua integridade física.
As novas ameaças surgiram após a parlamentar receber críticas por utilizar escolta policial 24 horas por dia. Em vídeo publicado em suas redes sociais, Ana Elisa mostrou o conteúdo de mensagens enviadas por um homem que se identifica como 'Pedro'.
Nos trechos divulgados, o autor afirma que estaria aguardando uma oportunidade para atacar a deputada dentro de sua própria residência. As mensagens detalham planos de violência física e sexual, com descrições de agressões e intenção de interromper a vida da parlamentar.
O conteúdo também apresenta ataques de cunho racista que questionam a representatividade de pessoas negras no Congresso Nacional. O autor utiliza termos pejorativos para se referir à atuação política de Ana Elisa e ao seu papel na representação de grupos sociais.
Investigações em curso
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Polícia Federal (PF) abriram inquéritos em outubro para investigar os ataques direcionados à deputada eleita. As autoridades apuram a autoria e a extensão das ameaças recebidas.
Em nota, a Polícia Federal informou que não comenta investigações em andamento. A Polícia Civil de Minas Gerais também foi procurada para atualizações sobre o andamento dos procedimentos, mas não enviou resposta até o momento.
Histórico de ataques
O histórico de violência contra a parlamentar remonta à campanha eleitoral. Durante o período, Ana Elisa também denunciou à Polícia Civil o recebimento de ameaças de morte e de violência sexual.
Em um e-mail enviado no dia 5 de setembro (05), o remetente se identificou como integrante de um grupo supremacista branco. No texto, o autor utilizou dados pessoais da deputada para demonstrar que possuía meios de localizá-la e também proferiu ataques contra sua família.
Nas mensagens enviadas durante a campanha, o autor manifestou desprezo pela presença de mulheres negras na política e reiterou ameaças de fim de vida e de violência sexual contra a parlamentar.
