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Justiça

Fachin dá 15 dias para PGR se manifestar sobre investigações do Banco Master no STF

Presidente do STF deu 15 dias para Procuradoria-Geral da República responder a pedidos da PF sobre fraudes e financiamento de filme

Por Redação Diário Local

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre pedidos da Polícia Federal (PF) referentes a investigações envolvendo o Banco Master. As decisões foram assinadas na quarta-feira (4).

As solicitações da PF abrangem três frentes distintas: suspeitas de fraudes em operações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB); o financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro; e um inquérito que investiga possíveis vínculos com o senador Jaques Wagner (PT-BA).

A medida ocorre após Fachin determinar que os procedimentos da Operação Compliance Zero, sob relatoria de André Mendonça, permaneçam na Presidência do STF por até 90 dias, contados de 12 de setembro. A retenção dos casos visa permitir que o plenário analise elementos que envolvem integrantes do tribunal antes de decidir sobre a continuidade das investigações.

Fraudes entre Banco Master e o BRB

Na investigação que envolve o Banco de Brasília, a Polícia Federal solicitou 60 dias extras para concluir perícias e diligências complementares. O pedido fundamenta-se em um relatório parcial de mais de 700 páginas, enviado ao STF em 28 de outubro.

O documento indiciou o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outras 14 pessoas por fraudes em operações entre as duas instituições. Segundo a PF, as movimentações envolveram cerca de R$ 17,5 bilhões em carteiras de crédito, das quais ao menos R$ 12,2 bilhões corresponderiam a "carteiras podres", ou seja, créditos sem comprovação de existência.

A PGR deverá avaliar os indiciamentos, as providências sugeridas pela polícia e os requerimentos das defesas para decidir se oferece denúncia ou se novos procedimentos são necessários.

Investigação sobre o filme “Dark Horse”

O segundo inquérito apura o possível uso de recursos ligados a Daniel Vorcaro no financiamento do filme “Dark Horse”, produzido pela Go Up. Entre os investigados pela corporação estão o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) e o deputado federal Mário Frias (PL).

A Polícia Federal solicitou a prorrogação do prazo por 90 dias para realizar perícia contábil-financeira, análise de dados telemáticos e obter registros financeiros no exterior. A investigação busca verificar se a empresa Entre Investimentos e Participações, de Antônio Carlos Freixo Júnior, foi utilizada para repasses de Vorcaro à produção.

Vínculos com o senador Jaques Wagner

O terceiro inquérito investiga suspeitas envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e pessoas ligadas ao Banco Master. A Polícia Federal busca apurar possíveis conexões entre integrantes do grupo empresarial e o gabinete do senador.

Para isso, a PF solicitou ao Senado os registros de entrada de Daniel Vorcaro, do empresário Augusto Lima e de outras três pessoas no gabinete de Wagner, entre fevereiro de 2019 e julho de 2026. O objetivo é verificar se os encontros coincidiram com a apresentação de propostas legislativas de interesse do banco e seus operadores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.