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Justiça Eleitoral

Candidatos à Câmara Federal apresentam variações no patrimônio declarado à Justiça Eleitoral

Declarações de bens de João Paulo Cunha, Jean Wyllys e Netinho de Paula revelam crescimento e redução de valores para as eleições.

Por Redação Diário Local

Candidatos que disputam uma vaga na Câmara Federal apresentaram variações distintas em seus patrimônios declarados à Justiça Eleitoral. Os dados revelam aumentos expressivos em alguns casos e reduções acentuadas em outros, conforme os novos registros de bens para o pleito atual.

O ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT) registrou um crescimento de mais de sete vezes em seu patrimônio desde sua última participação eleitoral, ocorrida em 2012. Naquela ocasião, o ex-presidente da Câmara dos Deputados declarou bens que somavam R$ 375 mil, incluindo uma casa de R$ 183 mil e um lote em Osasco (SP), além de um veículo.

Para a atual candidatura à Câmara, aos 68 anos, Cunha declarou uma residência em Brasília (DF) no valor de R$ 3,1 milhões e um automóvel de R$ 53 mil. No mesmo período, o índice de inflação acumulado foi de 240%.

O ex-deputado Jean Wyllys, também do PT, apresentou uma queda de 80% em seus ativos. Em sua declaração de 2022, o político possuía R$ 1,2 milhão em bens, distribuídos entre dois apartamentos e uma casa.

Para esta nova disputa em São Paulo (SP), Wyllys declarou apenas dois imóveis: um apartamento em Salvador (BA), avaliado em R$ 100 mil, e uma casa em Alagoinhas (BA), de R$ 150 mil. O parlamentar renunciou ao mandato de deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro em 2019.

Como está a declaração de Netinho de Paula?

O cantor Netinho de Paula (MDB) também apresentou novos valores à Justiça Eleitoral. Em 2009, o político declarou um patrimônio de R$ 192 mil, valor que caiu para R$ 23 mil em sua declaração de 2016, quando concorreu ao cargo de vereador.

Para o atual período eleitoral, o artista informou bens que totalizam R$ 50,7 mil. O montante é composto por R$ 50 mil em dinheiro, R$ 756 em conta bancária e uma participação de R$ 1 em uma empresa de eventos.

O valor total declarado pelo cantor é inferior ao seu cachê profissional, estimado em R$ 160 mil. No ano passado, uma investigação da Polícia Federal (PF) apontou proximidade entre o político e um investigado por ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.