Carlos Bolsonaro reafirma apoio a Rogério Marinho para a presidência do Senado
Após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o senador eleito por Santa Catarina declarou apoio ao líder da oposição.
Por Redação Diário Local
O senador eleito por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL), reafirmou neste sábado (31) o apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL) à Presidência do Senado. A declaração foi feita após uma visita do parlamentar ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena em regime domiciliar.
Carlos Bolsonaro destacou que o grupo pretende seguir com o apoio ao líder da oposição na Casa Legislativa como forma de defender os princípios e as promessas feitas aos eleitores durante a campanha. "A gente tem uma eleição no Senado agora. Nosso candidato é o Rogério Marinho e a gente vai seguir essa linha para que a gente possa defender [...] tudo aquilo que a gente acredita", afirmou o parlamentar.
Durante o encontro, o senador eleito também relatou preocupações com o estado de saúde física e mental do ex-presidente. Segundo Carlos, Jair Bolsonaro voltou a apresentar crises de soluço, sintoma que ele atribuiu ao abalo psicológico causado pelas circunstâncias atuais.
O parlamentar mencionou ainda o emagrecimento e o aumento do volume abdominal do pai como pontos de atenção. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele descreveu o diálogo como um "bate-papo bacana", mas admitiu que certos aspectos de saúde o assustam.
Carlos Bolsonaro relatou também que o ex-presidente demonstrou sentir saudades do filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O parlamentar mencionou que Flávio saiu do país para os Estados Unidos após o resultado das eleições presidenciais do último domingo (25).
A visita ocorreu em um contexto de acompanhamento familiar, já que o ex-presidente reside em regime domiciliar. Carlos afirmou que o pai também manifestou sentir falta do filho Eduardo Bolsonaro, que também vive nos Estados Unidos.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente está em regime domiciliar desde março deste ano, após ter sido preso no fim do ano passado.
A movimentação política em torno da sucessão na presidência do Senado ocorre enquanto o grupo de oposição organiza as articulações para a nova legislatura. O parlamentar encerrou o relato reforçando que a luta política e o cuidado com a família continuam.
