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Pesquisas indicam estabilidade para segundo turno apesar de envolvimento com Vorcaro

Dados das pesquisas Quaest e Datafolha mostram que contatos com Daniel Vorcaro não alteraram a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Por Redação Diário Local

As principais pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República indicam estabilidade no cenário de disputa para o segundo turno, mesmo após a repercussão de contatos de candidatos e aliados com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Os levantamentos das instituições Quaest e Datafolha mostram que as ligações, diretas ou indiretas, entre os presidenciáveis e Vorcaro não tiveram potencial para alterar as previsões de disputa entre o atual presidente Lula e o candidato do PL, Flávio Bolsonaro.

De acordo com os dados mais recentes, a tendência de votação se assemelha ao período anterior à exposição do caso Dark Horse, ocorrido em maio.

Como está o cenário nas pesquisas?

Na última pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (2), Lula aparece com 37% das intenções de voto para o primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30%. O terceiro colocado, Augusto Cury, aparece com 10%.

No levantamento do Datafolha, divulgado na quinta-feira (3), o atual presidente da República aparece com 38% das intenções, contra 33% de Flávio Bolsonaro.

Esses resultados aproximam-se do que foi registrado antes da revelação de pedidos de recursos a Vorcaro para o filme Dark Horse. Naquele período, em maio, a Quaest mostrava Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 33%, enquanto o Datafolha apontava 38% para Lula e 35% para o candidato do PL.

O impacto de novos desdobramentos

O potencial de impacto das relações envolvendo Vorcaro pode ser testado novamente em breve. As pesquisas Quaest e Datafolha mais recentes não captaram o impacto das mensagens que expuseram a relação do banqueiro com o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro é um dos nomes mencionados em relatório da Polícia Federal que detalha a ligação de Vorcaro com o Judiciário e com autoridades como o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Embora contatos de outros nomes, como o ministro André Mendonça e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), também tenham sido revelados, eles não tiveram o mesmo impacto nas medições de opinião até o momento.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.