Ministros do governo avaliam possibilidade de atrair apoio de Augusto Cury para campanha
Auxiliares do presidente veem espaço para aproximação com o escritor em eventual disputa de segundo turno.
Por Redação Diário Local
Ministros do governo Lula acreditam na possibilidade de conquistar o apoio do escritor Augusto Cury durante a campanha eleitoral. O movimento estratégico foca, principalmente, em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro.
A articulação ocorre apesar de o perfil de eleitores atraídos pelo escritor apresentar resistência à atual gestão. Auxiliares do presidente defendem que existem janelas para uma aproximação política entre os dois lados.
Entre os argumentos utilizados pelos ministros para viabilizar o diálogo estão o discurso de pacificação adotado por Cury. Além disso, o governo destaca o histórico do Avante, partido do escritor, que integrou a coligação de Lula em 2022 e mantém proximidade com o Executivo no Congresso Nacional.
O que mostra a pesquisa BTG/Nexus?
Dados da pesquisa BTG/Nexus indicam um crescimento expressivo nas intenções de voto de Augusto Cury, que saltou de 2% para 11%. No mesmo intervalo, o senador Flávio Bolsonaro registrou queda de quatro pontos, passando de 37% para 33%.
O presidente Lula também apresentou recuo no levantamento, caindo de 41% para 39%. Em contrapartida, o governador Romeu Zema perdeu dois pontos percentuais, passando de 3% para 1%.
O levantamento aponta que o avanço de Cury ocorreu majoritariamente sobre o eleitorado de direita. Em um cenário hipotético de disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, 46% dos atuais eleitores do escritor votariam no senador, enquanto 23% escolheriam o presidente.
Como funcionaria a proposta de aproximação?
Os ministros que avaliam o cenário admitem que a tarefa de convencer o escritor não será simples. Há o reconhecimento de que a negociação exige uma contrapartida de peso para o apoio político.
Segundo a avaliação interna dos auxiliares, o governo teria que oferecer a Cury o comando de um ministério de grande relevância. A proposta estaria condicionada a um eventual quarto mandato do petista.
