Jair Bolsonaro apresenta crise de soluços por 36 horas consecutivas, indica relatório médico
Relatório enviado ao STF aponta que ex-presidente precisou de doses extras de medicamentos e segue em acompanhamento em casa
Por Davy Albuquerque
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrentou uma crise de soluços que durou cerca de 36 horas consecutivas, de acordo com relatório médico enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento detalha que o episódio exigiu o uso de doses extras de medicamentos para controlar os sintomas.
Segundo o boletim médico, a recorrência de soluços intensos e contínuos começou há três dias. A equipe de saúde responsável informou que foi necessário realizar um ajuste na medicação para conter o quadro, mas que o paciente apresentou uma resposta satisfatória ao tratamento.
Apesar da estabilidade clínica, o ex-presidente ainda manifesta efeitos colaterais devido ao uso de medicamentos de ação central. Entre os sintomas secundários relatados pelos médicos estão a sonolência e a instabilidade crônica do equilíbrio corporal.
Em razão desses efeitos, o relatório destaca que Bolsonaro recebe cuidados preventivos específicos. O objetivo dessas medidas é reduzir os riscos de quedas e de refluxo gastroesofágico durante o período de recuperação.
O acompanhamento médico segue sendo realizado de forma domiciliar. O documento afirma que o paciente mantém uma rotina de cuidados que inclui dieta rigorosa, realização de fisioterapia e prática de exercícios regulares.
No que diz respeito às funções vitais, a equipe médica informou que o ex-presidente encontra-se estável nos aspectos hemodinâmico, respiratório e cardiológico.
Bolsonaro, de 71 anos, cumpre atualmente prisão domiciliar por motivos de saúde. A medida ocorre após condenação de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O relatório enviado ao STF detalha a evolução do quadro para os órgãos de controle, assegurando que, embora persistam os efeitos da medicação, o paciente permanece sob vigilância constante de sua equipe de saúde.
