André Mendonça será relator de queixa-crime de Ronaldo Caiado contra Guilherme Boulos no STF
Ação apresentada por Ronaldo Caiado acusa Guilherme Boulos de calúnia, difamação e injúria após vídeo sobre contratos em Goiás
Por Davy Albuquerque
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça será o relator da queixa-crime apresentada por Ronaldo Caiado contra Guilherme Boulos. A ação, autuada na terça-feira (14), acusa o ministro da Secretaria-Geral da Presidência de calúnia, difamação e injúria.
A queixa-crime tem como alvo um vídeo publicado por Boulos nas redes sociais no dia 12 de maio. Na gravação, o ministro relaciona contratos firmados pelo governo de Goiás com a Fundação Pró-Cerrado a uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro.
No vídeo, Boulos afirma que o então governador de Goiás estaria envolvido em um escândalo relacionado ao crime organizado e menciona um contrato de R$ 141 milhões entre a fundação e o governo estadual.
O que diz a defesa de Caiado
Na ação, a defesa de Ronaldo Caiado argumenta que a investigação mencionada por Boulos apura atividades privadas de integrantes da fundação e não possui relação com os contratos firmados pela entidade com o Estado de Goiás. Os advogados sustentam que não há qualquer imputação contra Caiado no caso.
Segundo a petição, as declarações de Boulos teriam construído uma 'narrativa falsa' de que o ex-governador estaria envolvido ou teria sido conivente com a lavagem de dinheiro. A defesa afirma que o objetivo das falas seria atingir a honra e a reputação de Caiado às vésperas do processo eleitoral.
Os advogados do pré-candidato ressaltam ainda que o peso das declarações é ampliado pelo cargo ocupado por Boulos, que é responsável pela interlocução do governo federal com movimentos sociais.
Resposta de Boulos
Em resposta às acusações, Boulos afirmou em publicação realizada no X que o pré-candidato está 'brigando com os fatos'. O ministro declarou que Caiado também teria de processar os veículos que noticiaram o caso e a Polícia Civil de São Paulo, que conduziu a operação.
A definição da relatoria pelo STF não representa uma decisão da Corte sobre o mérito das acusações, que permanecem sob análise do Judiciário.
