JHC e Renan Filho não definem composições de chapas para o governo de Alagoas
Embora as convenções tenham ocorrido, ex-prefeito de Maceió e ex-ministro seguem em negociações para oficializar nomes de vice e Senado.
Por Redação Diário Local
As composições das chapas majoritárias para o governo de Alagoas ainda não foram formalizadas pelo PSDB e pelo MDB, mesmo após o encerramento das convenções partidárias. O ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), e o ex-ministro dos Transportes, Renan Filho, seguem em negociações para definir os nomes que irão compor as candidaturas ao governo do estado.
No PSDB, o processo de definição de nomes ainda ocorre de forma interna. Embora o presidente da federação PSDB/Cidadania, Regis Cavalcante, tenha anunciado a candidatura de JHC na última quarta-feira (5), a ata da convenção indica que a disputa para o governo, vice e Senado ainda não foi oficialmente selada. O documento aponta que a federação terá um nome próprio, mas sem os nomes confirmados.
A decisão final sobre quem ocupará as vagas da federação foi delegada à Comissão Executiva, que possui até a sexta-feira (15) — data limite para o registro das candidaturas — para oficializar as escolhas. Para o cargo de vice-governador, a cúpula do partido defende o nome de Ronaldo Lessa (PDT), atual vice-governador de Alagoas, que tem acompanhado a pré-campanha de JHC.
A coligação que apoia JHC deve contar com os partidos PL, PDT, Federação União Progressista, Podemos, Federação PRD Solidariedade, Democracia Cristã e Avante. Conforme as definições do grupo, caberá a esse conjunto de siglas indicar a segunda vaga ao Senado, sendo o nome de Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara, o mais provável para o posto.
A outra vaga para a Casa Alta deve ser ocupada pelo PSDB. A ex-primeira-dama de Maceió, Marina Candia, é apontada como nome forte para a disputa, apesar de ter sido confirmada como candidata a deputada federal na convenção da quarta-feira (5).
Como estão as negociações no MDB?
No MDB, o ex-ministro Renan Filho também busca consolidar sua chapa. A ata da convenção, publicada na quinta-feira (6), registrou a servidora Marina Lamenha de Freitas como candidata a vice-governadora. No entanto, interlocutores afirmam que o nome funciona como uma indicação "tampão" para permitir a lavratura da ata enquanto as conversas partidárias avançam.
Marina Lamenha de Freitas é servidora comissionada no gabinete de Renan Calheiros (MDB) no Senado e atua no escritório de apoio do senador em Alagoas. A indefinição do nome final no MDB reflete o embate de interesses internos para o cargo de vice.
O partido avalia diferentes cenários para o posto. Há discussões sobre nomes apresentados pelo PT, mas também existe o movimento para uma chapa composta apenas por membros do MDB. Nesse caso, Fernando Farias, primeiro suplente de Renan Filho, poderia ocupar a vice, o que abriria caminho para que a segunda suplente, Adélia Maria, assumisse o mandato em caso de vacância.
