Lula e Flávio Bolsonaro enfrentam alta rejeição nas eleições presidenciais
Candidatos que lideram pesquisas de intenção de voto lidam com altos índices de rejeição entre os eleitores brasileiros.
Por Redação Diário Local
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro enfrentam altos índices de rejeição na disputa pela Presidência da República. Conforme dados da primeira pesquisa Datafolha desta campanha, 45% dos eleitores afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 46% disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro.
O cenário de polarização coloca os dois principais nomes da disputa diante do desafio de reduzir o número de pessoas que rejeitam seus nomes para conseguir avançar no pleito. Especialistas apontam que o nível de conhecimento sobre os candidatos, polêmicas envolvidas e a identificação de valores são fatores que influenciam esse movimento.
Como os candidatos tentam reverter a rejeição?
Para tentar diminuir o impacto do descrédito, os postulantes utilizam estratégias distintas. De acordo com o cientista político e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Leonardo Avritzer, o governo atual tem focado em medidas de impacto econômico direto para o cidadão.
A estratégia citada envolve a isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5 mil e ações como o programa Desenrola. Segundo Avritzer, a ideia é aumentar o poder de compra e a satisfação do indivíduo com a gestão federal.
Por outro lado, Flávio Bolsonaro busca focar em segmentos específicos para mudar a percepção do eleitorado, com o objetivo de reverter as críticas que recebe, especialmente entre o público feminino.
O histórico de rejeição no Brasil
A tendência de candidatos líderes apresentarem altas taxas de rejeição é observada em eleições passadas. Em 2014, Dilma Rousseff iniciou a disputa com 35% de rejeição. Em 2018, Jair Bolsonaro registrou 39% de rejeição em agosto daquele ano.
No pleito de 2022, os índices foram ainda mais elevados: Lula registrou 37% de rejeição, enquanto Jair Bolsonaro atingiu 51%. Dados da pesquisa atual mostram que o ritmo da disputa começou de forma similar aos anos anteriores.
O cientista político e professor do Insper, Carlos Melo, explica que os blocos de antibolsonarismo e antipetismo são os motores políticos atuais, mas ressalta que a capacidade de vencer a eleição está ligada ao enfrentamento desses blocos e à análise de propostas de governo que vão além da ideologia.
