Nunes Marques indefere pedido de busca da PF contra ACM Neto em operação contra fraude
Ministro do STF indeferiu medida de busca e apreensão da Polícia Federal na 10ª fase da Operação Overclean
Por Redação Diário Local
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido da Polícia Federal (PF) para realizar busca e apreensão contra o candidato a governador ACM Neto (União Brasil-BA). A decisão faz parte do desdobramento da 10ª fase da Operação Overclean, iniciada nesta quinta-feira (17).
A investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa em contratações feitas por uma secretaria municipal de Belo Horizonte nos anos de 2024 e 2025. O foco da PF é o possível direcionamento de licitações para o fornecimento de materiais didáticos e serviços.
Segundo a Polícia Federal, pelo menos três dos procedimentos analisados resultaram em contratos que ultrapassam a marca de R$ 80 milhões. Outros processos de contratação também estão sendo alvo de fiscalização no âmbito desta fase da operação.
As condutas investigadas podem caracterizar, em tese, crimes de fraude em licitações e contratos, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra a administração pública. Para o cumprimento das ordens, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão.
As buscas ocorreram em cidades de seis estados: Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo. A operação é uma ação conjunta entre a Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Secretaria da Receita Federal.
O histórico da Operação Overclean
A Operação Overclean teve sua primeira fase deflagrada em dezembro de 2024. As investigações indicam que os crimes apurados ocorreram entre os anos de 2018 e 2024, abrangendo cidades em cinco estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Tocantins.
De acordo com a PF, a teia de envolvimento pode ser ampla, alcançando pessoas ligadas a pelo menos oito partidos políticos: MDB, PP, PSD, PSDB, PT, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. O foco inicial concentrou-se na Bahia devido à atuação de pessoas residentes no estado.
ACM Neto nega envolvimento
Em resposta ao caso, ACM Neto afirmou que existe uma "ação orquestrada" para interferir no processo eleitoral por meio da criação de fatos falsos e mentirosos. O político declarou que seu nome tem sido associado a operações suspeitas nas quais não possui qualquer envolvimento.
O candidato alegou que a Justiça conseguiu impedir o avanço de um novo episódio de um suposto "complô" contra sua candidatura. Ele reiterou que manterá sua campanha com foco na verdade e na consciência tranquila diante das acusações.
