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Investigação

PF aponta que Cezinha de Madureira buscou influência com ministros de tribunais superiores

Polícia Federal investiga atuação coordenada entre deputado, advogada e ex-assessora para obter decisões judiciais favoráveis.

Por Redação Diário Local

A Polícia Federal (PF) aponta que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) teria buscado influência junto a ministros de tribunais superiores para tentar obter decisões favoráveis em processos de interesse de sua mulher, a advogada Valéria Rodrigues Linhares, e de Mariângela Fialek, ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL).

As suspeitas foram identificadas a partir de mensagens extraídas do celular de Fialek. Segundo a investigação, os diálogos indicam uma atuação coordenada entre os três, na qual o parlamentar seria o responsável pelos contatos pessoais com magistrados de tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Polícia Federal descreve um padrão que se repetiu nos episódios analisados: Fialek encaminhava processos ao parlamentar, que afirmava ter despachado ou pedido providências aos ministros. Paralelamente, eram firmados contratos de honorários com pagamentos vinculados ao êxito dos processos.

O que diz a investigação?

Um dos casos analisados envolve um recurso apresentado ao STF por uma prefeita do Ceará. O processo buscava anular operações do Ministério Público estadual, sob a alegação de que a investigação original se voltaria contra autoridade com prerrogativa de foro.

Em 12 de junho de 2025 (quinta-feira), Fialek encaminhou a petição inicial e o andamento do processo ao deputado, mencionando a importância de um pedido de vista por parte do ministro Nunes Marques. As investigações apontam que, em outros momentos, houve diálogos sobre contatos com o ministro Kassio Ramos.

Meses depois, o julgamento desse caso foi encerrado na Segunda Turma do STF com resultado favorável aos interesses de Fialek. Na ocasião, votaram a favor os ministros Gilmar Mendes, Nunes Marques e Dias Toffoli, enquanto o ministro Edson Fachin votou de forma contrária.

Foco da apuração

A Polícia Federal afirma que a apuração busca esclarecer a existência e a extensão de uma estrutura destinada à comercialização de influência perante os tribunais superiores.

A corporação faz uma ressalva importante: os ministros não são alvos da investigação. Segundo a PF, não há nos elementos reunidos notícias de solicitação, aceitação ou recebimento de vantagem indevida por integrantes do Judiciário, nem de decisões judiciais tomadas em desconformidade com o direito.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.