Candidatos de terceira via somam apenas 7,81% dos votos válidos no primeiro turno
Augusto Cury, Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema lideram grupo de alternativas que não avançaram ao 2º turno
Por Redação Diário Local
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 será composto, pela terceira vez consecutiva, por um candidato do PT e um integrante da família Bolsonaro. Candidatos que tentaram apresentar uma alternativa à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) obtiveram baixa votação, somando juntos apenas 7,81% dos votos válidos.
O grupo de candidatos que buscou romper o cenário de disputa entre os dois polos principais foi formado por Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de outros seis postulantes ao Planalto. O resultado mantém um comportamento observado desde o processo de redemocratização do país.
Desempenho das candidaturas alternativas
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, registrou 2,18% dos votos. Durante a campanha, ele utilizou o slogan “Nem A, nem B, C de Caiado” com o objetivo declarado de acabar com a polarização, direcionando críticas tanto ao PT quanto ao PL.
O escritor Augusto Cury obteve 2,89%. Em sua trajetória, Cury se declarou de centro e defendeu a combinação de propostas de direita com políticas sociais de esquerda, criticando a divisão entre os dois lados principais.
A candidatura de Renan Santos somou 2,24%. O candidato da Missão, que possui trajetória ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL), afirmou durante a campanha que não representava uma terceira via, mas sim um substituto para o campo da direita.
Romeu Zema foi o candidato com o menor percentual entre os principais nomes citados, obtendo 0,27%. Zema indicou que, caso não avançasse ao segundo turno, apoiaria o candidato que enfrentasse o PT.
O cenário para o segundo turno
Com o encerramento do primeiro turno, os candidatos derrotados passam a ter papel de possíveis negociadores de apoio. Como a disputa entre os dois finalistas tende a ser apertada, o suporte desses blocos pode ser decisivo para a vitória.
Diferente de Zema, os demais candidatos não sinalizaram formalmente quem apoiariam na etapa final. Renan Santos havia sugerido anteriormente que seus apoiadores anulassem o voto no segundo turno, enquanto Caiado e Cury não deram veredito sobre eventuais alianças.
