União e PP decidem não apoiar oficialmente Flávio Bolsonaro para a Presidência
Federação formada por PP e União Brasil optou pela neutralidade após reunião com Ciro Nogueira; estados estão liberados.
Por Redação Diário Local
A federação União Progressista, composta pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), decidiu não oferecer apoio oficial à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Com a definição, as unidades federativas que integram a federação estão liberadas para apoiar outros candidatos ao Executivo.
A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PP-PI). O senador teria manifestado descontentamento devido à falta de suporte de Flávio Bolsonaro em relação ao caso envolvendo o Banco Master.
Flávio Bolsonaro compareceu à convenção da federação realizada em São Paulo na última segunda-feira (21) com o objetivo de buscar respaldo político. A participação do senador foi articulada pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que confirmou candidatura ao Senado na mesma chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição.
Durante o evento, Flávio afirmou que recebeu um convite pessoal de Ciro Nogueira, embora o senador não estivesse presente no encontro em São Paulo. Os presidentes nacionais do União Brasil e do Republicanos também não compareceram à convenção da federação.
Apesar da neutralidade oficial da cúpula nacional, o apoio simbólico ao pré-candidato do PL foi registrado por algumas lideranças locais. O presidente do Progressistas em São Paulo, Maurício Neves, referiu-se ao parlamentar como "presidente" e "futuro presidente" durante o ato.
A presença de Flávio Bolsonaro no evento paulista fazia parte de uma estratégia para sinalizar, no estado, um apoio à candidatura do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, a negativa do apoio institucional pela federação altera a dinâmica de alinhamento dos estados membros.
A federação União Progressista busca consolidar sua atuação conjunta, mas a ausência de um alinhamento unificado em torno de um nome presidencial permite que as divisões partidárias sigam caminhos distintos nas próximas eleições.
O cenário de fragmentação tem sido observado em reuniões de articulação entre os partidos que compõem o bloco, refletindo as divergências de interesses entre as lideranças nacionais e as bases estaduais.
