Diário Local
Política

Zema critica decisão de Gilmar Mendes e fala em insegurança jurídica após cancelamento de debate

Candidato do Novo afirmou que decisão do ministro do STF sobre participação de Renan Santos foi um 'desrespeito total' às leis

Por Redação Diário Local

O candidato à Presidência, Romeu Zema, criticou, nesta quinta-feira (1), a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que determinou a participação de Renan Santos no debate da TV Globo. Zema afirmou que a medida representou um "desrespeito total" às leis e gerou "insegurança jurídica total".

Em vídeo publicado nas redes sociais após o cancelamento do encontro, o candidato do Novo questionou a alteração na lista de participantes feita poucas horas antes do início do programa. Zema declarou que o Judiciário brasileiro se transformou em uma "bagunça" e que o órgão estaria mais preocupado em fazer política do que em seguir a legislação.

O candidato também classificou o episódio como um desrespeito aos brasileiros e citou o termo "intocáveis" para se referir a integrantes do STF. Zema mencionou que o dia neste domingo (4) será uma resposta ao ocorrido.

O que motivou a decisão de Gilmar Mendes?

A decisão do ministro Gilmar Mendes foi tomada horas antes do debate e determinou que a Globo incluísse Renan, do Missão, na vaga que seria preenchida pela ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida contrariou o entendimento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques.

Na quarta-feira (30), Nunes Marques havia rejeitado o pedido da legenda Missão para assegurar a participação de Renan. O magistrado entendeu que a legenda não atingia o requisito mínimo de cinco congressistas previsto na lei para garantir a presença de um candidato em debates.

O Missão argumentava que, com a ausência de Lula, Renan poderia ocupar a vaga devido ao desempenho nas pesquisas. Contudo, o presidente do TSE afirmou que as regras estabelecidas pela emissora permitiam o convite, mas não garantiam a participação automática.

Por que o debate foi cancelado?

A TV Globo cancelou o debate, que estava previsto para as 21h30 desta quinta-feira (1), após receber duas intimações judiciais pouco antes do programa. A primeira veio do TSE e suspendeu regras que permitiam manter o púlpito de um candidato ausente e dedicar perguntas a ele, após Lula informar que não participaria.

A segunda intimação foi a decisão de Gilmar Mendes sobre a inclusão de Renan. Após essa determinação, o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que também não compareceria, alegando "censura" por parte do TSE e interferência jurídica no processo eleitoral.

Com as mudanças de última hora, a emissora optou por não realizar o encontro. Estavam previstos para o debate Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.