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Saúde

Trocar açúcar branco por mascavo, demerara ou mel não traz benefícios reais à saúde

Embora contenham minerais e antioxidantes, substitutos como mel e açúcar mascavo têm impacto calórico e glicêmico semelhante ao branco

Por Redação Diário Local

A substituição do açúcar branco por opções como o mascavo, o demerara ou o mel não altera de forma significativa o impacto nutricional no organismo. Embora esses tipos de açúcar possuam características distintas, o corpo os processa de forma muito semelhante.

Em termos de calorias e de impacto no açúcar do sangue, o açúcar mascavo, o demerara e o branco são essencialmente equivalentes. O organismo não processa um de forma diferente do outro, mantendo o mesmo padrão de resposta metabólica.

O açúcar mascavo, por exemplo, passa por menos processos de refinamento e retém parte do melaço natural da cana. Esse processo confere ao alimento uma cor escura, sabor mais intenso e a presença de minerais como cálcio, ferro e potássio.

Contudo, a presença desses micronutrientes é considerada irrelevante do ponto de vista prático. Para obter uma quantidade de ferro que seja nutricionalmente significativa apenas via açúcar mascavo, seria necessário consumir uma dose de açúcar que causaria mais danos do que benefícios.

O impacto do mel e do açúcar de coco

O mel é um dos casos mais emblemáticos de confusão entre origem natural e saúde. Embora possua compostos antioxidantes e propriedades antimicrobianas, sua composição é baseada principalmente em frutose e glicose, as mesmas moléculas do açúcar comum.

Na prática, o corpo processa o mel de maneira muito parecida com o açúcar refinado. Uma colher de sopa de mel possui entre 60 e 65 calorias, um valor ligeiramente superior ao da mesma medida de açúcar branco.

O açúcar de coco também tem sido utilizado como alternativa com a justificativa de possuir um índice glicêmico mais baixo. No entanto, a diferença em relação ao açúcar branco é considerada muito modesta.

Já o xarope de agave apresenta um índice glicêmico baixo por ser altíssimo em frutose. O consumo constante dessa substância pode gerar efeitos negativos no fígado e no metabolismo devido ao excesso dessa molécula.

O limite recomendado de consumo

O fator determinante para a saúde metabólica não é o nível de processamento do adoçante, mas o volume total de açúcar consumido. Trocar o açúcar branco pelo mascavo sem reduzir a quantidade total não gera mudanças concretas na saúde.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o açúcar adicionado represente menos de 10% das calorias diárias totais. O ideal, segundo o órgão, é que esse valor fique abaixo de 5%.

Em uma dieta baseada em 2 mil calorias por dia, o consumo deve ficar entre 25 e 50 gramas de açúcar adicionado, independentemente do tipo escolhido. O foco deve ser a redução do açúcar total na dieta.

Como alternativa para quem busca reduzir calorias, a stevia apresenta evidências mais sólidas por ser de origem vegetal e não elevar o açúcar no sangue. Ela se destaca como um substituto que não possui calorias.

A estratégia mais eficiente, no entanto, é o treinamento gradual do paladar. Reduzir a quantidade de açúcar no café, nos sucos e nas receitas ao longo de algumas semanas permite que o paladar se recalibre para sabores menos doces.

Procure avaliação profissional para orientações dietéticas individualizadas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.