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Saúde Mental

Autodiagnóstico em redes sociais pode confundir transtornos e superdotação, alerta especialista

Especialista alerta que conteúdos digitais podem levar a conclusões equivocadas entre transtornos e Altas Habilidades/Superdotação.

Por Redação Diário Local

O aumento de conteúdos sobre saúde mental e comportamento nas redes sociais tem levado indivíduos a se identificarem com características de transtornos, Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD) e outras formas de funcionamento cerebral. No entanto, essa identificação por conta própria não é suficiente para um diagnóstico preciso, alerta a neuropsicóloga Sthéfany Alvarenga.

A especialista, que possui pós-graduação em Neurociências (UFRJ) e em Neuropsicologia, ressalta que o uso de informações digitais para autodiagnóstico pode resultar em conclusões equivocadas. Um dos principais riscos apontados é a sobreposição de sintomas, que pode causar confusão entre diagnósticos distintos.

Segundo a neuropsicóloga, a avaliação realizada por um profissional qualificado é indispensável para compreender o funcionamento real do cérebro de cada indivíduo. O processo visa evitar rótulos baseados apenas em tendências de internet e garantir a segurança do paciente.

A profissional também esclarece que as Altas Habilidades e Superdotação (AH/SD) não se limitam ao desempenho escolar ou notas altas. Essas capacidades podem se manifestar em diversas áreas do desenvolvimento humano, incluindo o esporte.

Durante a explicação sobre o tema, a especialista pontuou que as AH/SD não estão necessariamente associadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Para a correta identificação dessas habilidades, utiliza-se como parâmetro a Teoria dos Três Anéis.

Outro ponto relevante é a importância do diagnóstico para o entendimento da neurodivergência e das necessidades específicas de cada pessoa. O diagnóstico correto permite que o indivíduo compreenda sua própria estrutura cognitiva de forma científica.

A especialista também destaca a necessidade de instituições de ensino estarem preparadas para o acolhimento desses alunos. Para isso, as escolas precisam oferecer estrutura e estratégias pedagógicas adequadas às particularidades do público com superdotação.

No Espírito Santo, o apoio a esse grupo é realizado por meio de iniciativas como a Associação AMPLIAH. A organização trabalha no suporte mútuo entre pais de crianças e adolescentes que apresentam Altas Habilidades e Superdotação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.